O atual presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou a votação do Projeto de Lei da Misoginia. Para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a fala polêmica de Neymar influenciou na decisão.
No dia 2 de abril, o jogador proferiu comentários considerados machistas ao árbitro Sávio Pereira Sampaio, ao dizer que o juiz estava "de chico". A declaração ocorreu logo após a vitória do Santos em cima do Remo, pelo Brasileirão.
Segundo Nikolas, Neymar Júnior poderia ser preso em caso de aprovação da PL da misoginia.
"O Neymar ainda ajudou, não é? Falou lá: está de chico. O pessoal pensou: se tivesse aprovado, ele poderia ser preso. Então, a população ficou, obviamente, contra. As pessoas sabem que isso não ajuda em nada na proteção das mulheres. O que ajuda na proteção das mulheres é aumentar a pena para crimes hediondos, mas a esquerda vai lá e vota contra. O PT e o PSol votam contra. O que ajuda a mulher? É ela ter a certeza de que o estuprador vai ficar na cadeia, não vai passar por uma audiência de custódia e depois ser solto", declarou o parlamentar ao Metrópoles.
A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) e o deputado federal Nikolas Ferreira divergem sobre a PL e trocam farpas há um bom tempo. Neste momento, a tendência é que a votação do projeto aconteça somente após a eleição presidencial.
A proposta prevê alterações na legislação para incluir crimes motivados por misoginia como forma de discriminação, abrangendo injúrias e incitação ao ódio contra mulheres. O texto estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para crimes dessa natureza.
O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, com substitutivo da senadora Soraya Thronicke, foi aprovado no Senado Federal e segue agora para análise na Câmara dos Deputados.