Cria do Palmeiras é demitido pelo Alverca após agressão em Portugal

Goleiro brasileiro de 24 anos teve contrato rescindido após agredir um adversário com socos e chutes no fim de uma partida da terceira divisão portuguesa

15 out 2026 - 01h43
(atualizado às 02h35)
Resumo
O goleiro brasileiro Mateus Oliveira Mendes, de 24 anos e formado na base do Palmeiras, teve seu contrato rescindido pelo Alverca, de Portugal, após agredir o zagueiro Nuno Viana com socos e chutes após o apito final de uma partida da Série 3. O clube português repudiou a conduta e pediu desculpas ao Oliveira do Hospital, equipe do atleta agredido. O caso, de grande repercussão, foi encaminhado pela Autoridade de Combate à Violência no Desporto ao Ministério Público para investigação criminal.

O Alverca rescindiu o contrato do goleiro brasileiro Mateus Oliveira Mendes na segunda-feira (12), após agressões a um jogador do FC Oliveira. O episódio ocorreu ao fim da partida pela quinta rodada da Série 3 do Campeonato de Portugal, vencida pelos mandantes por 3 a 1, no Estádio Municipal de Tábua.

Depois do apito final, Mateus Oliveira partiu para cima do zagueiro português Nuno Viana, do Oliveira do Hospital, e o atingiu com um soco e chutes, inclusive quando o adversário já estava caído. As imagens do episódio circularam nas redes sociais e provocaram repercussão no futebol português.

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A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) informou que encaminhará ao Ministério Público as informações reunidas sobre o caso, por considerar que os fatos podem configurar um ilícito criminal de natureza pública. A investigação caberá às autoridades locais.

Alverca condena atitude e pede desculpas

Em comunicado oficial, o time no qual o jogador Vinícius Júnior é investidor confirmou o encerramento do vínculo com o goleiro e apresentou desculpas ao Oliveira do Hospital, incluindo jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores.

O FC Alverca também repudiou o comportamento do atleta e afirmou que não compactua com atitudes contrárias aos valores do esporte, ao respeito pelo adversário e aos princípios do fair play. A decisão foi tomada após a repercussão do episódio, que manchou a participação da equipe B na competição.

A postura dos dirigentes já havia sido destacada logo após o confronto. Ainda no Estádio Municipal de Tábua, representantes do clube visitante procuraram os profissionais e torcedores do Oliveira do Hospital para pedir desculpas pelo ocorrido. A atitude foi recebida com aplausos pelos presentes.

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Mateus Oliveira já havia sido expulso em outra partida da temporada, contra a Naval 1893. A nova ocorrência, marcada por agressões após o apito final, agravou a situação do goleiro e levou à rescisão de seu contrato com o Alverca.

Cria do Palmeiras, mas sem espaço no profissional

Aos 24 anos, Mateus Oliveira construiu sua formação no Palmeiras, um dos principais centros de desenvolvimento de jovens jogadores do futebol brasileiro. Apesar de ser considerado cria do Verdão, o goleiro não chegou a atuar oficialmente pela equipe profissional antes de seguir carreira fora do Brasil.

Mateus Oliveira passou pelas categorias de base do Palmeiras antes de seguir carreira no futebol português. No clube paulista, participou do processo de formação, mas não chegou a ter oportunidades regulares na equipe principal.

A saída do Brasil abriu caminho para uma experiência internacional. Antes de chegar ao Alverca, Mateus Oliveira também defendeu o Portimonense, em Portugal, em uma trajetória que lhe permitiu permanecer no futebol europeu e procurar espaço no cenário profissional.

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O goleiro chegou ao Alverca na temporada passada, após deixar o Palmeiras, e tinha contrato previsto até junho de 2028. Na atual temporada, disputou duas partidas pela equipe B antes de ter o vínculo encerrado.

Futuro comprometido após episódio

A rescisão representa um revés para Mateus Oliveira, que buscava consolidar a carreira em Portugal após passagens por Palmeiras e Portimonense. O episódio de agressão, porém, compromete sua trajetória e evidencia as consequências de uma conduta violenta no futebol.

Aos 24 anos, Mateus Oliveira terá de lidar agora com os desdobramentos desportivos e jurídicos do caso. Enquanto o Ministério Público deverá analisar as informações encaminhadas pela APCVD, o goleiro deixa o Alverca sem concluir o contrato que tinha com o clube.

O caso reforça a gravidade da violência no futebol, especialmente após o apito final. Para Mateus Oliveira, a passagem por Portugal terminou marcada por um episódio que ultrapassou os limites do jogo e teve consequências imediatas para sua carreira.

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*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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