O presidente da Fifa, Gianni Infantino, evitou responder sobre a crise política na entidade e ironizou a calvície de um repórter que o questionava sobre renúncia. O dirigente enfrenta forte pressão da Uefa, Concacaf e AFC por falta de transparência e pelo fracasso em planos financeiros da Copa do Mundo. O cenário envolve ameaças de boicote a torneios e a possível candidatura de oposição do secretário-geral Mattias Grafström na próxima eleição presidencial da organização.
Gianni Infantino protagonizou uma situação inusitada neste sábado (22), na República Dominicana, ao evitar responder diretamente às perguntas de um jornalista sobre a crise que atinge a Fifa. O presidente da entidade foi abordado pelo correspondente da Sky News James Matthews, que questionou por que ele não renunciou ao cargo diante da pressão de outras federações continentais.
Matthews perguntou a Infantino se ele havia traído a confiança do futebol. O dirigente, entretanto, desviou do assunto e respondeu: "Você tem um belo corte de cabelo. Muito obrigado". O jornalista, que também é careca, insistiu nas perguntas enquanto o suíço caminhava em direção a um carro.
Em seguida, Matthews voltou a cobrar uma explicação e perguntou por que Infantino não deixava a presidência da Fifa, citando a pressão de torcedores e associações. Ainda assim, o dirigente manteve o tom descontraído e encerrou a conversa com outra provocação: "Vejo você no cabeleireiro".
Veja o vídeo:
Infantino enfrenta pressão
A abordagem aconteceu em meio a uma forte crise política dentro da Fifa. Nos últimos dias, Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) aumentaram a pressão sobre Infantino após o fracasso de um plano para buscar investimentos privados ligados às receitas futuras da Copa do Mundo.
Além disso, as três confederações acusaram o presidente de falta de transparência e questionaram sua condução da entidade. A Uefa, inclusive, ameaçou boicotar competições da Fifa e afirmou ter perdido a confiança na liderança de Infantino.
O cenário também ganhou novos contornos com a possibilidade de Mattias Grafström, secretário-geral da Fifa, receber apoio de federações africanas para uma eventual candidatura contra Infantino na próxima eleição presidencial.
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