Há 48 dias para começar a Copa do Mundo de 2026, Pep Guardiola fez duras críticas ao preço exorbitante que vai ser cobrado dos torcedores para assistirem as suas seleções nos Estados Unidos, Canadá e México.
"Lembro-me de que, há alguns anos, a Copa do Mundo era uma celebração do futebol e das nações. Os torcedores viajavam pelo mundo, visitavam outros continentes para ver seus países, e tudo era acessível", recordou o técnico espanhol com um toque de nostalgia nesta sexta-feira, 24, durante entrevista coletiva.
"Na era moderna, tudo ficou muito caro, e eu não entendo o porquê. Quem toma as decisões poderia pensar nisso e fazer futebol para os torcedores", acrescentou.
O treinador ainda ressaltou: "Eu entendo que é preciso pensar em patrocinadores e tudo mais, porque senão não seria sustentável. Mas os torcedores são a chave para que esse negócio continue funcionando", finalizou.
Preços bem salgados
Esta pode ser considerada a edição mais cara da história das copas e tem o preço do ingresso mais caro. Para assistir a decisão, em uma plataforma oficial ligada à Fifa, torcedores chegaram a anunciar entradas por valores próximos de R$ 11 milhões.
Quanto aos ingressos para a final, marcada para o dia 19 de julho, estão sendo ofertados por cerca de US$ 2,3 milhões cada (R$ 11,5 milhões na cotação atual). Os assentos ficam em um setor inferior do MetLife Stadium, nos Estados Unidos, atrás de um dos gols.
Além das opções milionárias, há variações de preços dentro do próprio site. Um assento em área de fácil acesso no anel inferior se pagará US$ 207 mil (cerca de R$ 1 milhão), enquanto outros lugares mais afastados, no setor superior custam de US$ 23 mil (R$ 115 mil) a US$ 138 mil (R$ 690 mil).
Os valores contrastam com os preços praticados diretamente pela Fifa em sua venda oficial. Novos lotes disponibilizados recentemente indicam ingressos para a final por cerca de US$ 10,9 mil (R$ 54,5 mil), localizados nas últimas fileiras do estádio.