Uma análise divulgada pelo canal de podcast Projeto Trivia Futebol mostrou como os preços dos ingressos para as finais da Copa do Mundo evoluíram desde 1994. No entanto, nenhum aumento chamou tanta atenção quanto o de 2026. Enquanto os bilhetes das edições anteriores, corrigidos pela inflação, custavam entre R$ 4 mil e R$ 9 mil, a entrada mais barata para a decisão deste ano partiu de aproximadamente R$ 25 mil. Já os setores mais exclusivos ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão.
Segundo o levantamento apresentado pelo projeto, em 1994, nos Estados Unidos, o ingresso para a final custava US$ 475. Corrigido pela inflação, o valor equivale a cerca de R$ 5.432. Quatro anos depois, na França, o preço caiu para US$ 390, aproximadamente R$ 4 mil em valores atuais. Em 2002, na campanha do pentacampeonato brasileiro, a entrada subiu para US$ 660, o equivalente a R$ 6.217.
Além disso, as edições seguintes mantiveram uma alta gradual. Em 2006, na Alemanha, o ingresso custava US$ 700, valor que hoje corresponderia a R$ 5.884. Já em 2010, na África do Sul, a entrada chegou a US$ 900, cerca de R$ 6.994 corrigidos pela inflação. No Mundial de 2014, disputado no Brasil, o bilhete da final alcançou US$ 990, o equivalente a R$ 7.087.
Na sequência, a Fifa elevou novamente os preços. Em 2018, na Rússia, o ingresso da decisão custava US$ 1.100, cerca de R$ 7.424 em valores atuais. Em 2022, no Catar, a entrada subiu para US$ 1.607, aproximadamente R$ 9.305, sem provocar um salto tão expressivo em relação às edições anteriores.
Copa do Mundo de 2026
Porém, a Copa do Mundo de 2026 mudou completamente esse cenário. O ingresso mais barato para a final entre Espanha e Argentina começou em cerca de R$ 25 mil, enquanto os mais exclusivos superaram R$ 1 milhão. A comparação feita pelo Projeto Trivia Futebol reacendeu o debate entre torcedores nas redes sociais sobre o acesso do público ao principal jogo do futebol mundial e levantou a discussão: assistir a uma final de Copa virou privilégio de milionários?
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