A Copa do Mundo está cada vez mais perto e aqui no Jogada10 você vai conhecer mais sobre os palcos do espetáculo que veremos nos Estados Unidos, México e Canadá. Dessa forma, em uma parceria com o Voz do Esporte, o J10 mostra 'Por Onde a Bola Vai Rolar' nos jogos do Mundial de 2026, destacando os estádios que sediarão as partidas da competição. Por isso, nossa sexta viagem nesta série de matérias é para os Estados Unidos.
Após passar pelos dois estádios do Canadá - BC Place, em Vancouver, e o BMO Field, em Toronto - e pelos três estádios do México - Estádio BBVA, em Monterrey, o Estádio Akron, em Guadalajara, e o lendário Estádio Azteca, na cidade do México - desembarcamos finalmente nos Estados Unidos. E a primeira parada é em Atlanta, na Geórgia.
Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, Estados Unidos 🇺🇸
Prepare-se para conhecer o que muitos consideram o estádio mais tecnológico do planeta: o Mercedes-Benz Stadium. Inaugurado em 2017 para substituir o antigo Georgia Dome (que foi implodido e ficava logo ao lado), esta arena custou a bagatela de 1,6 bilhão de dólares e redefiniu o conceito de arquitetura esportiva. É a casa do Atlanta Falcons, da NFL, e do fenômeno de público Atlanta United, da MLS. Diferente de estádios que tentam imitar o passado, este aqui abraça o futuro com força total.
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A primeira coisa que vai roubar a sua atenção é o teto. Esqueça tudo o que você sabe sobre tetos retráteis que abrem como portas de garagem. A cobertura deste estádio, composta por oito pétalas triangulares gigantescas de material translúcido, funciona como o diafragma de uma câmera fotográfica. Quando ela abre, dá a impressão de uma flor desabrochando ou de uma turbina girando. É uma obra-prima da engenharia cinética que leva cerca de oito minutos para abrir completamente, permitindo que a luz do sol banhe o gramado sintético.
Lá dentro, a imersão continua. O estádio possui o maior painel de vídeo do mundo: o 'Halo Board'. É uma tela circular de 360 graus que flutua logo abaixo do teto, com quase 18 metros de altura e mais de 300 metros de circunferência. Não importa onde você sente, você tem acesso às imagens em alta definição sem precisar torcer o pescoço. E falando em sentar, a capacidade flexível do estádio é um
trunfo. Para jogos de futebol, eles utilizam cortinas mecanizadas para cobrir o anel superior, criando uma atmosfera mais intimista para 42 mil pessoas, ou abrem tudo para colocar mais de 72 mil fanáticos gritando.
O recorde de público do estádio foi de 79.330 mil na vitória do Georgia Bulldogs sobre o Ohio State Buckeyes no 55o Peach Bowl, na semifinal do College Football, em 2022.
O estádio vai receber oito jogos na Copa do Mundo de 2026
- Espanha x Cabo Verde (15 de junho, 13h)
- República Tcheca x África do Sul (18 de junho, 13h)
- Espanha x Arábia Saudita (21 de junho, 13h)
- Marrocos x Haiti (24 de junho, 19h)
- República Democrática do Congo x Uzbequistão (27 de junho, 20h30
- Um jogo da fase de 16 avos (1ª de julho)
- Um jogo das oitavas de final (7 de julho)
- Uma das semifinais (15 de julho)
Uma curiosidade que virou case de sucesso mundial é a política de preços de alimentação, o chamado 'Fan First Pricing'. Aqui, um cachorro-quente e um refrigerante (com refil grátis) custam cerca de 2 a 3 dólares, preços muito abaixo do padrão abusivo das arenas americanas. Isso fez a torcida chegar mais cedo e consumir muito mais. O estádio também é um exemplo de sustentabilidade, sendo o primeiro nos EUA a receber a certificação Platinum LEED, com um sistema que armazena mais de 2 milhões de galões de água da chuva para evitar inundações na vizinhança e para uso na refrigeração. É moderno, é consciente e é, sem dúvida, um dos palcos mais espetaculares de 2026.
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