A derrota da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 decepcionou não somente a torcida brasileira, mas ex-jogadores do clube. O ex-atacante Edilson Capetinha criticou a postura dos jogadores da Seleção na Copa e os chamou de "frouxos".
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"Temos um treinador fraco e uma seleção de jogadores frouxos, sem personalidade, qu ena hora de ir pro pau fica todo mundo pipocando. Não dá pra ficar passando a mão na cabeça. Está todo mundo cheio do dinheiro e já já vai pra Europa, quem sofre é o torcedor brasileiro que gasta R$ 700 em uma camisa da Seleção, ganhando apenas um salário mínimo", desabafou em entrevista à Globonews nesta segunda-feira, 6.
Capetinha fez parte do time que conquistou o pentacampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2002. O ex-atacante opinou que o problema dos jogadores não é a altura de Erling Haaland, por exemplo, mas sim a falta de postura e disciplina perante o torneio.
"O melhor jogador do Mundo é o Messi, que tem 1,60m e tem 39 anos. O problema não é o tamanho. Na minha opinião, está tudo errado. Os caras têm dois dias de folga para poder jogar. A Copa do Mundo não é brincadeira", disse.
De acordo com Capetinha, o time que conquistou a Copa de 2002 saía, ocasionalmente, para jantar em grupo, sem bebidas e sem festas, apenas descanso e preparo para as partidas do Mundial.
"É o maior torneio do mundo. Você tem que está fisicamente, tecnicamente e psicologicamente bem para encarar uma Copa. Aí a gente deposita toda a esperança no Ancelotti, que ele vai realizar o sonho dos brasileiros, mas ele leva um jogador machucado. Ele perdeu a palavra dele no grupo", afirmou, ao mencionar Neymar.
Capetinha foi um dos 23 convocados da Seleção Brasileira que conquistou o penta em 2002. Na época, o clube foi comandado por Luiz Felipe Scolari, e o ex-atacante chegou a ser titular na goleada sobre a Costa Rica, dando uma assistência para gol.