Da decepção à glória eterna: relembre o desempenho de Messi nas finais das Copas de 2014 e 2022

Aos 39 anos, camisa 10 da Argentina entrará em campo neste domingo, 19, para sua terceira final de Copa do Mundo

19 jul 2026 - 04h58
Da decepção à glória eterna: relembre o desempenho de Messi nas finais das Copas de 2014 e 2022
Da decepção à glória eterna: relembre o desempenho de Messi nas finais das Copas de 2014 e 2022
Foto: Getty Images

Lionel Messi está prestes a atingir outra marca histórica na carreira: ao entrar em campo contra a Espanha neste domingo, 19, ele se junta a Cafu como os únicos a jogar três finais de Copa do Mundo e, assim como o fez brasileiro em 1994 e 2002, tem a chance de vencer seu segundo Mundial com a Argentina. 

Entre decepções, despedidas, retornos e a glória eterna da conquista de uma Copa do Mundo, 8 anos se passaram entre as duas finais disputadas por Messi, em 2014 e 2022. E em meio à consolidação do estilo de jogo argentino sob o comando de Lionel Scaloni, Messi chamou a responsabilidade como o protagonista definitivo da Albiceleste

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Antes da Copa de 2014, no Brasil, o mais longe que Messi havia chegado no torneio, junto à Seleção da Argentina, haviam sido as quartas de final das edições de 2006 e 2010. Depois, em 2018, a Albiceleste parou nas oitavas de final, em derrota diante da França, que viria a conquistar o bicampeonato naquele ano. 

Para 2026, Messi chegou como o atual campeão mundial e, em sua defesa do título, também se isolou como o maior artilheiro da história das Copas, com 21 gols, e líder histórico em assistências, com 12 paasses para gols. Só nesta edição, já são oito tentos e quatro assistências. 

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A seguir, o Terra recorda o desempenho do camisa 10 da Argentina nas finais das Copas de 2014 e 2022: 

Reconhecimento e decepção em 2014

Na final disputada contra a Alemanha em 13 de julho de 2014 no Maracanã, no Rio de Janeiro, a Argentina chegou à decisão sustentada por uma defesa sólida, com apenas três gols sofridos em toda a campanha, e tendo Messi como o principal responsável pela classificação na fase de grupos, com 4 gols. 

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Já a Alemanha vindo a campo com 'moral', após a fatídica vitória por 7 a 1 contra a Seleção Brasileira no Mineirão, apenas cinco dias antes. 

Na final, Messi foi anulado pela marcação intensa de nomes como Schweinsteiger, Höwedes e Lahm. O atacante argentino ainda teve a oportunidade de abrir o placar no início daquele segundo tempo, após ficar cara a cara com o goleiro Manuel Neuer, mas isolou o chute. Levou novo susto ao arqueiro alemão ao fim do tempo regulamentar, mas novamente chutou para fora. 

Na prorrogação, Messi apresentava sinais de desgaste, e tinha dificuldade de responder à pressão alemã. E, aos 113 minutos de jogo, Mario Götze marcou o gol que deu o tetracampeonato à Alemanha. 

Lionel Messi após a derrota da Argentina diante da Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil
Foto: Laurens Lindhout/Soccrates/Getty Images

Apesar da derrota em campo, Messi foi eleito o Bola de Ouro da Copa do Mundo de 2014, escolha que acabou sendo considerada controversa pela imprensa especializada, que apontava campanhas mais consistentes de jogadores como Thomas Müller, Arjen Robben e James Rodríguez. 

A final resumiu a campanha de Messi naquela Copa do Mundo, com lampejos de genialidade, mas sem conseguir decidir nos momentos mais importantes. 

Nos anos seguintes, em 2015 e 2016, a Argentina acabou sendo vice-campeã em duas edições da Copa América, inclusive a Centenário. E, após a última derrota, chegou a dar sinais de que sua atuação com a camisa da Argentina havia chegado ao fim. 

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“É incrível, mas não dá. Não passamos outra vez nos pênaltis. É a terceira final seguida. Nós buscamos, tentamos. É difícil, o momento é duro para qualquer análise. No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos. Muitos desejam isso. Não se conformam com chegar a final, nós também não nos conformamos. Perdemos outra vez nos pênaltis", declarou à época. 

Retomada e glória eterna em 2022

Já na Copa do Catar, o clima no vestiário da Argentina era de despedida, já que Messi, que disputava sua 5ª edição do torneio, havia anunciado que aquele seria seu último Mundial. Para a final disputada em 18 de dezembro de 2022 contra a França, o camisa 10 chegava com cinco gols e três assistências. 

E o que desenrolou-se no Lusail Stadium, no Catar, foi uma das decisões mais icônicas da história recente do futebol mundial. De pênalti, Messi abriu o placar aos 22 minutos, enquanto Di María ampliou pouco depois, aos 36 da primeira etapa. Já na reta final do jogo, o astro francês Kylian Mbappé pôs a bola debaixo do braço, chamou a responsabilidade, e igualou o marcador com dois gols em dois minutos. 

Na prorrogação, Messi marcou o terceiro da Argentina, e Mbappé, novamente, buscou o empate, levando a partida para as penalidades. Messi abriu a disputa e converteu. As cobranças terminaram em 4 a 2 para os argentinos, que viram o fim de um jejum de 36 anos sem a conquista de uma Copa

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Lionel Messi na final da Copa do Mundo do Catar
Foto: Reprodução/@FIFAWorldCup/Twitter

Messi, que voltou a vencer a Bola de Ouro da Copa, conquistou o título que lhe faltava e foi aclamado pelo desempenho contra a Seleção da França, sendo apontado como o principal responsável pela vitória. 

Estatísticamente, o camisa 10 foi o líder do torneio em criação de chances, deu o maior número de passes que quebraram linhas defensivas, foi o jogador mais pressionado em todo a Copa, teve participação direta em 43 finalizações argentinas antes da final, e ainda se tornou o primeiro jogador a balançar as redes em todas as fases eliminatórias de uma mesma Copa, desde as oitavas até a final. 

Mesmo com o status de campeão mundial consolidado e dandos todos os sinais de que se despediria das Copas, Messi retornou para o edição de 2026 e, com toda a experiência adquirida em seis participações, tem plena capacidade para guiar a Argentina em uma nova conquista história no Mundial. 

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Fonte: Portal Terra
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