Chefe da Casa Branca na Copa confessa interferência em caso Balogun: 'Dever com os contribuintes americanos'

Andrew Giuliani preferiu discordar da fala do centroavante que disse que o caso impactou no nervosismo do time

19 jul 2026 - 14h21
(atualizado às 15h57)
Folarin Balogun foi um dos destaques ofensivos dos EUA na fase de grupos
Folarin Balogun foi um dos destaques ofensivos dos EUA na fase de grupos
Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Kiyoshi Mio

O responsável por chefiar a operação da Casa Branca na Copa do Mundo 2026 confessou ter participado do processo que culminou na suspensão do cartão vermelho dado a Folarin Balogun durante a competição. Andrew Giuliani defendeu que era um "dever" da gestão Donald Trump para com os cidadãos norte-americanos. 

"Eu começaria de um ponto: o árbitro já havia sido alvo de uma investigação no Brasil por possíveis irregularidades relacionadas aos cartões vermelhos. Além disso, foi utilizado um procedimento Var no episódio de Balogun que, em nossa opinião, não deveria ter sido aplicado. Era nosso dever para com os contribuintes americanos, que investiram bilhões de dólares neste evento, de garantir uma Copa do Mundo fundada na integridade", disse, em entrevista ao jornal italiano Gazetta

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"Considerando esses elementos e a filosofia do presidente Trump, baseada no fair play em campo e fora, tivemos que agir. Eu reivindico totalmente essa decisão", complementou. 

Balogun havia sido expulso nas oitavas de final contra a Bósnia. Com a punição, o centroavante não poderia disputar o jogo seguinte, contra a Bélgica. Mas a suspensão acabou sendo revista pela Fifa. Depois, o presidente Donald Trump admitiu que pediu à instituição que revisasse o lance.

Mesmo com Balogun em campo, a seleção norte-americana foi eliminada no jogo contra a Bélgica por 4 a 1. O centroavante pivô da polêmica disse, em entrevista à emissora CBS, que a polêmica acabou impactando o time

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"Eu quase conseguia ver um pouco de nervosismo nos meus companheiros de equipe. Era uma situação muito singular. Conforme o jogo se aproximava, tentei me concentrar o máximo possível, mas era difícil. Havia muita interferência externa e é difícil ignorá-la", disse.

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Ainda assim, o representante da Casa Branca, Andrew Giuliani, manteve a posição de que a interferência foi positiva. Ainda ao jornal italiano, ele disse não acreditar que o desempenho dos jogadores na derrota tenha sido influenciado pelo caso.

"São profissionais mentalmente treinados. Tiveram um dia ruim, pode acontecer. Eu continuo orgulhoso de todos eles", afirmou.

Fonte: Portal Terra
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