Opinião: Falta de talento dos EUA derruba Trump e salva Copa 2026 de terminar no tapetão
Bélgica parece ter usado reversão de suspensão de jogador norte-americano como combustível em duelo nas oitavas de final
O comportamento de Donald Trump é de uma criança mimada. Antes do duelo entre Estados Unidos e Bélgica pelas oitavas de final, ele foi choramingar para Gianni Infantino e conseguiu reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun. O centroavante tinha sido expulso no mata-mata contra a Bósnia e não deveria entrar em campo contra os belgas.
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Foi o segundo mimo do presidente da Fifa para Trump. Em dezembro do ano passado, o dirigente já tinha inventado um prêmio da paz da entidade para condecorar o político norte-americano após ele não ser lembrar pelo Nobel.
Durante os 90 minutos da partida contra a Bélgica, fiquei me perguntando qual vai ser o próximo argumento de Trump para tentar anular a partida. Ele até deve brigar com os fantasmas dele na próxima entrevista coletiva, mas ele acabou derrotado pela coisa mais importante do futebol: o talento.
Mordida pelo episódio Balogun, a Bélgica, que vive uma espécie de last dance da sua geração mais talentosa e tão ironizada pelos fracassos em grandes competições, entrou comendo a grama e pressionando a seleção norte-americana.
A seleção dos EUA caiu como seu presidente, parecendo um bando de crianças. Um elenco que cometeu erros infantis, como a bizarra falha do goleiro Freese ou a saída de bola equivocada nos acréscimos no quarto gol da belga, marcado pelo artilheiro Lukaku.
Em caso de derrota, a Bélgica tinha avisado que a competição poderia acabar no 'tapetão', já que eles consideravam a escalação de Balogun como uma irregularidade. Por causa do futebol, a Copa vai seguir sendo decidida só dentro de campo, assim esperamos.
Será que agora Trump vai cansar de brincar de Copa do Mundo? Se ele quisesse mandar tudo para o México não seria uma má ideia, né. Muito mais bacana quando o futebol está no futebol de quem é apaixonado por esse esporte.
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