BAP precisa explicar o vexame do Flamengo na Libertadores

Presidente demitiu Filipe Luís após duas derrotas em decisões, mas Leonardo Jardim já acumula eliminações para Vitória e Estudiantes

23 out 2026 - 13h29
(atualizado às 13h29)
Resumo
Após as quedas na Copa do Brasil e na Libertadores, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (BAP), é cobrado a explicar o fracasso de suas decisões. A aposta em Leonardo Jardim, que substituiu o demitido Filipe Luís sob a promessa de evolução, não trouxe os resultados esperados e acumulou eliminações. Diante do momento crítico, BAP é criticado por evitar a imprensa independente e usar a TV oficial como escudo, devendo assumir a responsabilidade direta pelo planejamento que frustrou a torcida.

O Flamengo caiu diante do Estudiantes nos pênaltis, sna Copa Libertadores da América, em aproveitar a vantagem numérica durante boa parte do segundo tempo. Antes, já havia sido eliminado pelo Vitória na Copa do Brasil. Diante desse roteiro, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, deve explicações à torcida.

Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte
Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte
Foto: Fotomontagem: Vinicius Teixeira/ Agência RTI Esporte / RTI Esporte

Foi ele quem demitiu Filipe Luís e apostou em Leonardo Jardim. Agora, precisa explicar por que a mudança não entregou o resultado esperado.

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BAP dispensou Filipe Luís depois das derrotas para Lanús, na Recopa Sul-Americana, e Corinthians, na Supercopa do Brasil. Dois resultados negativos bastaram para interromper o trabalho.

Jardim chegou com a missão de corrigir o rumo, mas também caiu em competições eliminatórias. A responsabilidade, portanto, não pode parar na comissão técnica: precisa alcançar quem escolheu o treinador.

O Flamengo não contratou Leonardo Jardim para trocar um problema por outro. Esperava evolução, competitividade e capacidade de decisão. Contra o Estudiantes, a equipe teve dificuldades para transformar a superioridade numérica em gols. Diante do Vitória, também não conseguiu avançar.

A promessa de mudança virou uma pergunta incômoda: afinal, o que justificou a demissão de Filipe Luís?

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Não há como garantir que o antecessor teria vencido essas partidas. Há, entretanto, motivos concretos para questionar a decisão de BAP. Se Filipe Luís foi considerado insuficiente por perder duas decisões, Jardim também precisa ser avaliado com o mesmo rigor.

A presidência não pode mudar os critérios conforme o treinador que escolheu.

BAP não pode se esconder da cobrança

A postura do presidente diante da imprensa também merece críticas. Em meio à crise, recorrer à Flamengo TV enquanto evita perguntas independentes alimenta a impressão de que BAP prefere controlar o ambiente a enfrentar o contraditório.

O canal oficial é legítimo, mas não pode funcionar como escudo contra questionamentos sobre decisões da própria presidência.

A torcida precisa saber quais critérios sustentaram a demissão, o que a diretoria esperava de Jardim e como pretende corrigir o rumo. Não basta exercer autoridade para trocar o treinador e desaparecer quando os resultados colocam a escolha em xeque.

A saída de Filipe Luís parece cada vez mais questionável. Isso não significa que Jardim deva ser demitido imediatamente, mas exige uma avaliação sem protecionismo.

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BAP tomou a decisão, Leonardo Jardim acumulou eliminações e o Flamengo paga a conta. O presidente não pode reivindicar o comando quando decide e terceirizar a responsabilidade quando o planejamento fracassa.

Quem escolhe o caminho também precisa responder pelo destino. A torcida rubro-negra não tem obrigação de aceitar o silêncio como explicação.

(*) Wilson Pimentel é jornalista, radialista, empresário e sócio-fundador da Agência RTI Esporte.

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