Fluminense se manifesta após decisão do governo sobre as bets

Clube reconhece debate sobre apostas, mas alerta para impactos financeiros e pede período de transição

26 set 2026 - 06h17
(atualizado às 06h17)
Resumo
O Fluminense manifestou-se contra a proibição imediata de apostas esportivas decretada pelo governo federal via Medida Provisória. Embora reconheça os riscos de endividamento e vício, o clube defendeu a criação de um período de transição para assegurar a validade dos contratos vigentes, evitar prejuízos a empregos e aos esportes olímpicos e feminino, além de frear o avanço do mercado clandestino. O Tricolor destacou ainda a perda de arrecadação pública decorrente da medida abrupta.
Bandeira do Fluminense
Bandeira do Fluminense
Foto: Ruano Carneiro/Getty Images / Esporte News Mundo

O Fluminense divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (25) após o governo federal anunciar a proibição das apostas esportivas e dos jogos online no Brasil. A medida foi assinada pelo presidente Lula por meio de uma Medida Provisória e prevê que os sites e aplicativos de apostas saiam do ar a partir de 6 de outubro. Publicidades e patrocínios também deverão ser retirados até 5 de outubro.

No comunicado, o Fluminense afirmou que considera legítimo o debate sobre a proibição das apostas e reconheceu as preocupações relacionadas ao endividamento e ao vício. O clube, porém, pediu que os impactos da decisão sejam considerados antes da implementação definitiva das novas regras.

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Um dos principais pontos levantados na nota oficial é a segurança jurídica dos contratos já firmados. O Fluminense argumentou que empresas que cumpriram a regulamentação e parceiros que assumiram compromissos financeiros não podem ser surpreendidos por uma mudança imediata.

O clube citou como exemplo o estoque das lojas oficiais, que, segundo o comunicado, possui cerca de seis meses de camisas com a marca do patrocinador master. Para o Fluminense, uma mudança abrupta poderia provocar prejuízos e afetar empregos em toda a cadeia ligada ao setor.

Outro ponto destacado foi a possibilidade de crescimento do mercado clandestino. Na avaliação apresentada pelo clube, a proibição das empresas regulamentadas não faria com que as apostas deixassem de existir, podendo levar usuários para plataformas sem fiscalização, tributação ou mecanismos de proteção.

Fluminense cita impacto no esporte

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Na nota, o Fluminense também destacou que os recursos provenientes do mercado de apostas não são destinados apenas ao futebol profissional. Segundo o clube, essas receitas ajudam a financiar categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos.

A arrecadação pública também foi mencionada no posicionamento. O Tricolor ressaltou que o mercado regulamentado gera tributos e destinações previstas em lei para áreas como esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde.

Diante da decisão do governo, o Fluminense defendeu, no mínimo, a criação de um período de transição para mudanças no setor.

"O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa", afirmou o clube ao final da nota oficial.

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