Venê Casagrande defende a demissão de Leonardo Jardim do Flamengo

28 out 2026 - 11h04
Resumo
O jornalista Venê Casagrande defendeu a demissão de Leonardo Jardim do Flamengo para 2027, apontando quedas constantes de rendimento no segundo tempo e dificuldades crônicas contra defesas fechadas. Para o comentarista, o estilo tático do técnico português é incompatível com o elenco rubro-negro, responsabilizando a diretoria pela escolha inadequada. Embora reconheça a capacidade profissional do treinador, Casagrande afirma que a mudança no comando técnico é necessária para a evolução da equipe.

O Flamengo enfrenta questionamentos sobre o desempenho da equipe sob o comando de Leonardo Jardim, especialmente pela queda de rendimento durante as partidas e pelas dificuldades para enfrentar adversários com defesas bem organizadas. O trabalho do treinador português voltou a ser tema de debate após o empate com o Atlético-MG.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Gávea News

Durante participação no SBT Sports Rio, na terça-feira (27), Venê Casagrande defendeu que o Flamengo não mantenha o treinador para a temporada de 2027. O jornalista apontou problemas recorrentes no desempenho da equipe e questionou a escolha da diretoria rubro-negra ao contratar um técnico cujo estilo de jogo, na avaliação dele, não combina com as características do elenco.

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— O Flamengo ontem no primeiro tempo fez um bom jogo. A questão é que no segundo tempo cai muito de produção. E aí, assim, se a gente falar que um jogo ou outro isso acontece, beleza, normal. Só que com o Leonardo Jardim se tornou muito normal. Não pode acontecer todo jogo.

Para sustentar o argumento, Venê citou partidas nas quais, segundo ele, o Flamengo apresentou dificuldades e perdeu pontos. O comentarista também mencionou os confrontos eliminatórios contra Cruzeiro e Estudiantes ao analisar o desempenho da equipe diante de adversários que adotam uma postura defensiva mais fechada.

— Vamos lá, contra o Santos foi assim, contra o São Paulo foi assim, contra o Internacional, tô falando de jogos que vêm à cabeça. E olha os jogos em mata-mata, o Flamengo correu risco contra o Cruzeiro, por exemplo, nas oitavas de final da Libertadores.

Na sequência, o jornalista afirmou que as dificuldades para enfrentar defesas organizadas não começaram no Flamengo. Venê recorreu à passagem de Jardim pelo Cruzeiro para defender que esse comportamento está relacionado às características do treinador.

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— Inclusive, ele tem muito de dificuldade em encarar uma defesa muito bem postada como foi do Atlético Mineiro, como foi do Estudiantes. E isso é um problema do Leonardo Jardim desde os tempos de Cruzeiro.

Venê também atribuiu à diretoria rubro-negra a responsabilidade pela escolha do comandante. Para ele, a contratação deveria ter levado em consideração a compatibilidade entre a proposta de jogo do treinador e as características dos jogadores disponíveis no elenco.

— O erro é dele? Não. O erro sabe de quem é? De quem contrata. Porque na hora de contratar, você precisa contratar e fazer uma análise de um treinador que se encaixa com o perfil do seu elenco. O que o Leonardo Jardim deseja, não tem como com esse elenco do Flamengo.

Ao defender a saída do português, o jornalista ressaltou que sua crítica não representa uma avaliação negativa da capacidade profissional do treinador, mas uma discordância em relação ao encaixe tático no Flamengo. Venê citou as passagens de Jardim pelo Monaco e pelo Cruzeiro e voltou a defender uma mudança no comando técnico para 2027.

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— Então não tem jeito, não faz o menor sentido a diretoria do Flamengo pensar em manter o Leonardo Jardim para 2027. Tem que pensar no outro treinador e repito o que eu falei após a eliminação: não acho que ele seja ruim, só acho que o estilo de jogo dele não se encaixa com o que o Flamengo pode entregar dentro de campo.

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