Técnico do Estudiantes também reclama de faltas feitas pelo Flamengo

Alexander Medina reclamou sobre falta de "alguns cartões" para o Rubro-Negro

16 out 2026 - 10h33
(atualizado às 10h34)
Resumo
Após o empate sem gols na semifinal da Libertadores, o técnico do Estudiantes, Alexander Medina, lamentou a falta de eficácia ofensiva e criticou o excesso de faltas do Flamengo, cobrando mais cartões da arbitragem. Apesar da igualdade, Medina elogiou a solidez defensiva de sua equipe e destacou a grande atuação de Ramiro Funes Mori, que substituiu Marcos Rojo. O time argentino agora volta as atenções para o confronto contra o San Lorenzo no Clausura antes de decidir a vaga na final continental.
Cacique Medina é conhecido do público brasileiro por passagem no Inter, em 2022 –
Cacique Medina é conhecido do público brasileiro por passagem no Inter, em 2022 –
Foto: Ricardo Duarte/Internacional / Jogada10

Na coletiva após o empate sem gols na Argentina, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, pontuou o caráter excessivamente físico do jogo como elemento de dificuldade para seus comandados. Algo, aliás, que também foi tema para o técnico do Estudiantes, Alexander Medina.

O entendimento de Medina também convergiu para o excesso de faltas cometidas por seu adversário que teriam atrapalhado o desenvolvimento de jogadas ofensivas. Além disso, o comportamento da arbitragem, em sua análise, poderia ter sido de maior rigor em relação aos cartões.

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"Foi um jogo muito físico também. Eles picotaram muito, faziam muitas faltas. Não houve um desenvolvimento de jogo. Dos dois lados houveram faltas táticas e eles não receberam alguns cartões que teriam de ter recebido. Em uma semifinal de Libertadores, ninguém vai dar nada de graça. Faltam 90 e tantos minutos para terminar a série, mas saio de campo conformado", descreveu o comandante "Pincharrata".

Faltou o gol

Sobre o caráter técnico do Estudiantes, Alexander Medina acredita que o único ponto negativo da partida foi não converter o maior volume em vantagem no placar. Em especial, pelo fato de que, no âmbito defensivo, o time não teve ameaça real a meta do arqueiro Fernando Muslera:

"A análise não positiva porque não ganhamos e queríamos ganhar, mas a equipe foi muito bem, jogamos como queríamos. Nos faltou eficácia, fazer o gol. Tivemos as melhores possibilidades, eles não geraram nada, Muslera não defendeu. Defensivamente, estivemos bem e, no ataque, nos faltou a cadência. Tocar mais no campo do rival porque haviam espaços. Tivemos nossas chances na reta final e não conseguimos converter."

Cacique Medina é conhecido do público brasileiro por passagem no Inter, em 2022 –
Foto: Ricardo Duarte/Internacional / Jogada10

Elogios múltíplos

Por não conseguir inscrever o zagueiro Marcos Rojo na semifinal da Libertadores, a formatação pensada do Estudiantes teve uma modificação com Ramiro Funes Mori ocupando o miolo de zaga. E, depois de uma atuação vista como de alto nível, o técnico da equipe argentina não poupou elogios ao defensor:

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"Não foram dias fáceis. Nos incomodou um pouco o tema do Rojo porque contávamos com ele. Mas quero destacar o Ramiro, que jogou uma partidaça, e os nossos torcedores. Não é normal o que aconteceu hoje. Joguei bastante no futebol profissional, agora como treinador, e nunca vi um jogador que fosse tão ovacionado como ele foi hoje. Mais além do contexto, por conta da atuação do Ramiro, é para tirar o chapéu para ele e para a nossa gente."

Antes de brigar pela vaga na decisão da Libertadores, na próxima quinta-feira (23), a representação de La Plata terá um compromisso no Clausura do Campeonato Argentino. No domingo, às 18h (de Brasília), os comandados de Alexander Medina jogam novamente no Estádio Uno, contra o San Lorenzo, às 18h (de Brasília).

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