A contratação de Santiago Sosa pelo Vasco intensificou o atrito com o Flamengo, que também monitorava o atleta. O presidente rubro-negro BAP criticou a viabilização financeira do rival, apoiada por José Lamacchia, e ameaçou acionar a Justiça. Em resposta, o mandatário vascaíno Pedrinho rebateu as declarações chamando BAP de arrogante e mau-caráter, elevando a tensão política entre as duas diretorias.
A contratação de Santiago Sosa pelo Vasco acrescentou um novo capítulo à tensão nos bastidores com o Flamengo. O volante argentino também despertava interesse rubro-negro antes de acertar sua transferência para o clube de São Januário.
O Flamengo acompanhava Sosa diante das dificuldades encontradas para renovar o contrato de Erick Pulgar. Aos 27 anos, o argentino era considerado uma alternativa para o meio-campo. A informação foi divulgada pelo jornalista Gilmar Ferreira.
Apesar do interesse rubro-negro, o Vasco avançou nas conversas e conseguiu atender às condições financeiras estabelecidas pelo Racing. Dessa forma, o Cruzmaltino ganhou a disputa pelo jogador e concluiu a negociação.
O desfecho teria provocado insatisfação em Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo. O dirigente gostaria de ter contratado Sosa e também demonstrou incômodo com a estrutura financeira utilizada pelo Vasco para concretizar a operação.
Para fechar com o volante, o Vasco contou com apoio financeiro da empresa de José Lamacchia, marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Uma garantia bancária permitiu ao clube atender às exigências apresentadas pelo Racing durante as tratativas.
A relação entre as diretorias já estava desgastada antes da negociação por Sosa. BAP havia questionado a participação de Lamacchia em operações envolvendo o Vasco, alegando possível conflito de interesses por propriedade cruzada. O dirigente chegou a mencionar a possibilidade de recorrer à Justiça para tentar impedir o negócio.
Pedrinho, presidente do Vasco, respondeu publicamente às declarações do mandatário flamenguista e elevou o tom da disputa. O dirigente vascaíno chegou a classificar BAP como "mau-caráter, arrogante e soberbo", aumentando o clima de tensão entre os clubes nos bastidores.