Flamengo x Estudiantes: o que esperar da decisão da semifinal da Libertadores

Flamengo e Estudiantes empataram sem gols na ida e decidem a vaga na final da Libertadores no Maracanã. Veja o momento das equipes e os destaques.

22 out 2026 - 12h54
(atualizado às 12h54)
Resumo
Após empatarem sem gols na ida, Flamengo e Estudiantes decidem a vaga na final da Libertadores nesta quinta-feira, no Maracanã, onde nova igualdade leva aos pênaltis. Invicto no torneio e forte em casa, o Rubro-Negro conta com o retorno de Jorginho e o brilho de Paquetá e Bruno Henrique para furar o forte bloqueio argentino. Já o Estudiantes aposta em sua rígida organização defensiva e contra-ataques para surpreender e resistir à pressão carioca.

Flamengo e Estudiantes voltam a se enfrentar nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores. Depois do empate por 0 a 0 em La Plata, a disputa está completamente aberta: quem vencer avança à final, enquanto uma nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.

Foto: Reprodução/Adriano Fontes/CRF
Foto: Reprodução/Adriano Fontes/CRF
Foto: Reprodução/Adriano Fontes/CRF / RTI Esporte

O Flamengo chega com motivos para acreditar. Na temporada, o time venceu 21 dos 29 jogos disputados no Maracanã, um aproveitamento que reforça o peso do fator casa. Além disso, segue invicto na Libertadores, com sete vitórias e quatro empates. O desafio será transformar o domínio esperado em oportunidades concretas, algo que faltou na partida de ida.

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A equipe de Leonardo Jardim vem de uma resposta importante no Campeonato Brasileiro. No domingo, venceu o Bahia por 3 a 0, fora de casa, com gols de Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá. O resultado manteve o Rubro-Negro na liderança nacional e ajudou a recuperar a confiança depois de uma atuação pouco inspirada na Argentina.

Estudiantes aposta na intensidade e na organização

O time argentino demonstrou na ida que não pretende facilitar a missão brasileira. Em La Plata, pressionou a saída de bola, ocupou o campo ofensivo e dificultou a construção do Flamengo. O Rubro-Negro terminou a partida sem acertar uma finalização no gol adversário, algo que não acontecia havia dois anos. O dado evidencia a eficiência do plano defensivo do Estudiantes, mas também expõe o que o Mengão precisa corrigir.

O desempenho como mandante também ajuda a explicar a confiança argentina. O Estudiantes não perdeu em 29 dos últimos 31 jogos em casa por fases eliminatórias da Libertadores, com 23 vitórias e seis empates. A equipe, porém, terá de mostrar fora de casa a mesma disciplina defensiva que apresentou em seu estádio. E, nessa condição, não tem sido propriamente assustadora em 2026: seis vitórias, seis empates e oito derrotas num total de 17 gols marcados e o mesmo número de tentos encaixados.

O momento recente exige atenção. Depois do empate com o Flamengo, o Estudiantes perdeu por 2 a 1 para o San Lorenzo, pelo campeonato argentino. A derrota aumenta a pressão sobre o elenco, embora não apague a capacidade demonstrada na semifinal de neutralizar o ataque brasileiro.

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Paquetá, Bruno Henrique e Jorginho podem ser peças-chave

No Flamengo, Lucas Paquetá pode ter papel determinante na criação. O meia marcou um golaço contra o Bahia e oferece capacidade de condução, passe e chegada à área. Bruno Henrique, por sua vez, é uma das principais referências ofensivas do time na Libertadores. Ele soma cinco gols e duas assistências na atual edição, com elevada eficiência nas finalizações mas também a bom nível nos passes.

Jorginho também merece atenção. Suspenso no jogo de ida, o volante voltou contra o Bahia, marcou de pênalti e deve oferecer mais controle ao meio-campo. Sua presença pode ajudar o Flamengo a evitar que a partida se transforme numa sequência de duelos físicos, cenário que favorece o adversário.

Arrascaeta é outra incógnita importante. O meia trata uma fratura no punho esquerdo, e o clube trabalha para avaliar a possibilidade de retorno. Sua eventual presença acrescentaria criatividade e capacidade de decisão, mas o Flamengo precisa estar preparado para competir sem depender exclusivamente do uruguaio.

Um confronto que promete tensão até o fim

O cenário aponta para um duelo de paciência e concentração. O Flamengo tem a força do Maracanã e um elenco com mais alternativas ofensivas, mas precisa encontrar soluções diante de uma defesa que já conseguiu neutralizar seus principais jogadores. O Estudiantes, por sua vez, deverá procurar espaços em transições rápidas e bolas paradas.

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A primeira partida mostrou que a diferença técnica não garante vantagem automática. Agora, diante de sua torcida, o Flamengo terá a oportunidade de assumir o protagonismo e confirmar a vaga na final. Para o Estudiantes, resistir à pressão inicial pode ser decisivo para levar a semifinal a um desfecho dramático.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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