Flamengo expõe no STF impacto milionário da proibição das bets

Vice-presidente rubro-negro defende segurança jurídica e questiona a eficácia da MP que proibiu a atividade no país

3 nov 2026 - 14h47
(atualizado às 16h42)
Resumo
Em audiência no STF sobre a MP que proíbe as bets, o Flamengo alertou que a medida ameaça a segurança jurídica e pode gerar uma perda anual de R$ 430 milhões, afetando 1.200 empregados. Representado por Flávio Willeman, o clube defendeu a manutenção dos contratos vigentes e argumentou que a proibição não combate o mercado ilegal, pedindo que a norma seja declarada inconstitucional. O debate incluiu outros clubes e entidades esportivas para subsidiar a futura decisão do Supremo.

O Flamengo abriu a participação dos clubes na audiência do STF sobre a proibição das bets. Representado por Flávio Willeman, o Rubro-Negro alertou para os impactos financeiros da MP nº 1.394/2026 e defendeu a manutenção dos contratos vigentes.

Foto: Rosinei Coutinho/ STF
Foto: Rosinei Coutinho/ STF
Foto: Rosinei Coutinho/ STF / RTI Esporte

Durante sua manifestação, Flávio Willeman reconheceu a preocupação das autoridades com os danos provocados pelas apostas, mas destacou que a decisão também ameaça a estrutura financeira das instituições esportivas.

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Flávio Willeman alertou para uma possível perda anual de R$ 430 milhões e impactos sobre mais de 1.200 empregados. Segundo ele, a mudança ameaça a segurança jurídica e compromissos financeiros do clube.

Flávio Willeman questiona a medida provisória

Ao apresentar os argumentos do Flamengo, Flávio Willeman afirmou que o clube não ignora os problemas sociais relacionados às apostas. No entanto, defendeu que o enfrentamento desses riscos ocorra por meio de uma regulamentação mais efetiva, em vez da proibição da atividade.

"É óbvio que o Clube de Regatas do Flamengo não diverge das preocupações externadas por Vossa Excelência, pelos dois intervenientes que me antecederam e, obviamente, pela Presidência da República, quando tenta, de alguma maneira, coibir vícios decorrentes de atividades ilegais disseminadas no Brasil", explicou.

O dirigente também questionou a eficácia da medida provisória no combate às plataformas ilegais. Segundo sua argumentação, a restrição não impede o crescimento desse mercado e deixa de enfrentar diretamente os problemas apontados pelo governo.

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"Ela não se mostra adequada a combater os males que foram mencionados aqui, porque também foi mencionado que as apostas ilegais cresceram exponencialmente. E a medida provisória em nada impede o crescimento das apostas ilegais", disse.

Patrocínios e planejamento financeiro do Flamengo

Flávio Willeman destacou que os contratos foram celebrados dentro das regras vigentes e serviram de base para o planejamento do clube. O Flamengo tem a Betano como patrocinadora e, desde a entrada em vigor da MP, manifesta publicamente sua insatisfação.

Além de notas oficiais, o Flamengo passou a utilizar a frase "Proibir não é proteger" na parte central da camisa em partidas recentes. A mensagem reforça o posicionamento institucional do clube contra a medida.

Flávio Willeman e o advogado Alexandre Rückert Marques representaram o Flamengo. Ao final, o vice-presidente pediu que o STF reconheça a inconstitucionalidade da MP por falta de relevância e urgência e violação ao princípio da razoabilidade.

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Outros clubes também participam da audiência

Além do Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Vitória, Guarani, Ponte Preta e Portuguesa-SP estão entre os clubes convidados. A CBF, o Ministério da Fazenda e outras instituições também apresentam seus argumentos.

A audiência pública não prevê uma decisão imediata sobre o futuro das apostas no Brasil. Os depoimentos servirão para subsidiar a análise do STF, que posteriormente deverá avaliar os argumentos apresentados antes de deliberar sobre a validade da medida.

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