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Dossiê de ex-chefe da federação aponta falhas estruturais no futebol italiano

Gabriele Gravina citou que 'falsidades alimentaram busca por culpados'

8 abr 2026 - 13h00
(atualizado às 13h09)

Apesar de sua recente renúncia ao cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina publicou um relatório sobre o estado da modalidade no país, juntamente com algumas propostas para lidar com a crise desencadeada pela terceira ausência consecutiva da Azzurra na Copa do Mundo.

Gabriele Gravina citou que 'falsidades alimentaram busca por culpados'
Gabriele Gravina citou que 'falsidades alimentaram busca por culpados'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No documento, o ex-chefe da entidade máxima do futebol italiano destacou ser "necessário esclarecer as responsabilidades" da Figc, das organizadoras dos campeonatos nacionais e das instituições públicas. Além disso, Gravina afirmou que "muitas imprecisões, e por vezes mentiras descaradas, alimentaram a busca por culpados".

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"Os problemas críticos do futebol italiano são conhecidos há anos e foram destacados em inúmeros documentos oficiais, diferindo apenas nos dados estatísticos, que continuam a piorar, confirmando que se tratam, em grande parte, de deficiências estruturais", escreveu o ex-mandatário.

O relatório, que deveria ter sido apresentado ao Parlamento na semana passada, citou alguns problemas já conhecidos do futebol italiano, como a alta porcentagem de atletas estrangeiros na Série A e a baixa quantidade de jogadores elegíveis para defender a Azzurra.

No texto, Gravina também insistiu que é "impossível" impor um número mínimo de jogadores italianos, pois isso "violaria os princípios da livre circulação de trabalhadores, que se aplicam ao futebol como esporte profissional".

O ex-presidente da Figc também questionou o calendário apertado de partidas, que impossibilita a criação de uma janela maior de treinamentos para a seleção, e reclamou da falta de apoio financeiro do governo italiano. Gravina recordou que as Olimpíadas de Inverno, a tradicional regata Copa América de vela e os Jogos do Mediterrâneo "receberam financiamento multimilionário".

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Por fim, o dirigente mencionou a necessidade de reformular as quatro principais divisões do calcio e o setor de arbitragem. Além disso, o ex-gestor destacou que uma reformulação técnica nas categorias de base foi iniciada sob a liderança de Maurizio Viscidi. .

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