Em sua estreia na Libertadores Feminina, o Cruzeiro avançou à final após vencer o Olimpia por 1 a 0, com gol de Marília, em Quito. O resultado garante uma decisão 100% brasileira contra o Corinthians, atual tricampeão consecutivo e em busca do seu sétimo troféu. O confronto decisivo acontecerá no próximo sábado (31), no estádio Casa Blanca, reeditando uma final nacional no torneio continental após o duelo entre Corinthians e Palmeiras em 2023. Santa Fe e Olimpia disputarão o terceiro lugar.
Em sua primeira participação na Libertadores Feminina, o Cruzeiro fez história nesta quarta-feira (28) ao garantir presença na grande final. No estádio Casa Blanca, em Quito, as Cabulosas derrotaram por 1 a 0 o Olimpia, do Paraguai, graças ao gol de Marília.
Assim, o time mineiro se credencia para enfrentar o Corinthians, que busca seu sétimo título de Libertadores na modalidade — e o tetra consecutivo. A decisão está marcada para o próximo sábado (31), no Casa Blanca, mas ainda não há confirmação do horário. No mesmo dia, Santa Fe e Olimpia duelam pelo terceiro lugar.
Após três anos, a final do torneio continental será entre representantes do Brasil. A última vez que isso ocorreu foi em 2023, quando o Corinthians levou a melhor sobre o Palmeiras na Colômbia.
O jogo
O confronto começou com a intensidade característica da Libertadores: forte disputa física, muitas faltas e a tradicional postura aguerrida da equipe paraguaia. Em meio a um jogo truncado e com pouco espaço para criação, as equipes encontraram dificuldades para criar oportunidades claras de gol.
O primeiro momento de preocupação ocorreu aos nove minutos, quando Segovia levou a pior em uma dividida ao se chocar com Ana Flávia. A jogadora cruzeirense recebeu cartão amarelo pela entrada, enquanto a atleta do Olimpia precisou de atendimento médico e deixou o campo temporariamente. Após alguns minutos de avaliação, a paraguaia retornou à partida.
Com poucas emoções na etapa inicial, a principal chance de gol surgiu apenas aos 21′. Byanca Brasil aproveitou um cruzamento e testou firme de cabeça, mas a bola passou rente à meta adversária. Depois da jogada, o duelo voltou a ficar concentrado no meio-campo, com excesso de interrupções e pouca criatividade ofensiva.
Na volta do intervalo, o Cruzeiro voltou determinado a resolver o jogo. Assim, aos quatro minutos, abriu o placar. Byanca Brasil carimbou o travessão em cobrança de falta, e Marília, no rebote, tocou de coxa para o fundo da rede. Após o gol, as paraguaias passaram a reclamar bastante com a arbitragem, além de optarem por cometer faltas mais duras. Aos 27′, Villalba derrubou Gisseli para frear contragolpe, recebeu segundo amarelo e foi expulsa.
Os técnicos promoveram substituições a fim de renovar o fôlego de suas equipes em meio a um jogo com quantidade alta de faltas. As paraguaias buscaram o abafa nos minutos finais, mas a goleira Camila Rodrigues fez uma defesa espetacular em cabeceio de Casco aos 44". Assim, a festa no Casa Blanca foi brasileira.
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