O Cruzeiro chegou a um acordo verbal com o Zenit, da Rússia, para repatriar o meio-campista Gerson, e está muito próximo de concretizar a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. A informação foi divulgada pelo jornalista italiano Fabrizio Romano.
O acerto entre os clubes prevê o pagamento de 27 milhões de euros fixos, além de mais 3 milhões de euros em bônus por metas, o que pode elevar a transferência a um total de 30 milhões de euros.
O Zenit aceitou a proposta cruzeirense após longa negociação, que contou com a intermediação do empresário Junior Mendoza. Com isso, Gerson já se prepara para retornar ao Brasil. Antes do desfecho positivo, o Cruzeiro havia feito ao menos duas ofertas recusadas pelos russos.
Ainda assim, manteve a negociação aberta e aumentou gradualmente os valores até atingir o patamar exigido pelo Zenit, que buscava recuperar o alto investimento feito no jogador. O clube de São Petersburgo desembolsou 25 milhões de euros para tirar Gerson do Flamengo, além de cerca de 4 milhões de euros pagos como luvas.
Inicialmente, a Raposa trabalhava com uma proposta de aproximadamente 26 milhões de euros fixos, com bônus que poderiam chegar a mais 4 milhões, fórmula que acabou sendo ajustada até o acordo final.
Caso os gatilhos previstos em contrato sejam atingidos, o valor total da operação alcançará cerca de R$ 190 milhões, superando a compra de Vitor Roque pelo Palmeiras junto ao Barcelona, até então a maior da história do futebol brasileiro.
Paralelamente ao avanço com o Zenit, o Cruzeiro já tinha as bases contratuais acertadas com Gerson. O volante de 28 anos concordou verbalmente com um vínculo de quatro anos, válido até dezembro de 2029.
Pesou decisivamente o desejo do jogador de retornar ao futebol brasileiro, especialmente pela possibilidade de voltar a trabalhar com Tite, treinador com quem viveu um dos melhores momentos da carreira no Flamengo.
Gerson vê o retorno ao país como estratégico também para a sequência da carreira e para manter-se no radar da seleção brasileira visando a Copa do Mundo. A boa relação com o diretor-executivo do Cruzeiro, Bruno Spindel, e a confiança no projeto esportivo da Raposa reforçaram a decisão.
Na passagem pelo Zenit, o meio-campista teve pouco espaço: disputou apenas 12 partidas oficiais e marcou um gol. A experiência na Rússia foi a quarta fora do Brasil, após passagens por Roma e Fiorentina, na Itália, e Olympique de Marselha, na França.