Após a despedida de Lionel Messi da seleção argentina aos 39 anos, o técnico Lionel Scaloni sinalizou que pretende renovar seu contrato até o fim do ano e liderar o próximo ciclo. Embora o acordo com a AFA ainda não esteja selado, o treinador já planeja a equipe sem o astro, ressaltando que, para suprir a genialidade de Messi, será fundamental fortalecer o jogo coletivo. Scaloni elogiou as peças disponíveis e destacou a dedicação do capitão como modelo para o futuro da equipe.
A despedida de Lionel Messi da seleção argentina trouxe também uma sinalização sobre o futuro de Lionel Scaloni. Depois da vitória por 3 a 0 sobre Benin, na terça-feira, no Monumental, o treinador indicou que pretende permanecer no cargo e conduzir a equipe no ciclo sem seu principal jogador.
Ao comentar o legado do capitão e os desafios para substituí-lo, Scaloni incluiu a própria continuidade na projeção. "Fico com isso porque, se tudo der certo, vou estar sentado, seguirei sendo o treinador", afirmou.
A declaração reforça sua disposição para renovar o contrato, que termina em 31 de dezembro. Não representa, porém, o anúncio de um acordo concluído com a Associação do Futebol Argentino (AFA). As conversas com o presidente da entidade, Claudio Tapia, já haviam começado antes da despedida de Messi. Em setembro, Scaloni manifestou interesse em seguir e disse que havia disposição dos dois lados para chegar a um entendimento.
A eventual permanência dará ao treinador a tarefa de reorganizar uma seleção que perdeu sua principal referência. Na avaliação de Scaloni, compensar a ausência de Messi exigirá uma contribuição maior do conjunto.
"A única maneira de compensar a ausência do Messi é com um grande time, em que todos aportem seu grãozinho de areia. A gente tinha a genialidade dele para abrir um jogo, agora temos que fazer isso com bons jogadores", disse.
O treinador reconheceu que dispõe de alternativas de qualidade, mas ressaltou a diferença entre formar uma equipe competitiva e encontrar alguém capaz de reproduzir o impacto do camisa 10.
"Temos grandes jogadores, mas não temos o jogador que dava esse salto. Mas temos um time que pode fazer um monte de coisas, não geniais, mas creio que podemos suprir essa ausência, ainda que seja um jogador irrepetível."
O argentino também destacou o comprometimento de Messi na Copa do Mundo de 2026 como exemplo para quem continuará na seleção. Aos 39 anos, o atacante encerra sua trajetória com a equipe nacional, enquanto o grupo inicia a preparação para o próximo ciclo.
"Vê-lo com 39 anos, ver a Copa do Mundo que fez e a vontade com que disputou é o maior exemplo que devemos usar para seguir", afirmou.
Para Scaloni, a influência do capitão permanecerá mesmo depois da despedida. "Tenho certeza de que não veremos nada igual dentro de campo, e estamos eternamente agradecidos por tudo que nos deu e por tudo que nos deixa."