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Messi, Guardiola, Vini Jr e brasileiros na Inglaterra: casos de covid-19 explodem no futebol europeu

Principais ligas do planeta perdem cada vez mais atletas por surtos da doença e sofrem com adiamentos, mas paralisação ainda é descartada

6 jan 2022 13h58
| atualizado às 14h25
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Com metade da temporada 2021/2022 do futebol europeu já disputada, os casos de covid-19 no continente aumentam conforme o calendário avança. Testes positivos da doença já foram registrados em alguns dos principais clubes do mundo, com estrelas do porte de Lionel Messi e o técnico Pep Guardiola se ausentando de treinamentos e partidas para cumprir os protocolos de saúde. A nova onda do vírus tem causado também o adiamento de partidas, mas a paralisação ainda não é cogitada.

O assunto ganhou força no domingo, quando Messi testou positivo após curtir a passagem de ano em Rosário, na Argentina. Após cumprir isolamento, o atacante desembarcou em Paris nesta quarta-feira, 5, mas ainda não participará de treinamentos e deve perder os próximos jogos do PSG, que tem outros quatro atletas se recuperando da doença: o lateral-esquerdo Kurzawa, o meia Bitumazala e os goleiros Donnarumma e Sergio Rico. O Lille, que também disputa o campeonato local, pediu o adiamento do confronto com o Olympique após constatar impresisonantes 21 casos positivos no elenco.

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Nesta quinta-feira, foi a vez do técnico espanhol Pep Guardiola ser diagnosticado com covid-19. O treinador do Manchester City, que está assintomático, é o 21.º profissional do departamento de futebol do clube a testar positivo ou ter contato com alguém infectado com covid. Ele e outros sete jogadores estão em isolamento e desfalcam a equipe no duelo contra o Swindon Town, nesta sexta-feira, pela Copa da Inglaterra.

O surgimento da variante Ômicron impulsionou o número de casos na Inglaterra, que viu o futebol do país ser um dos mais afetados pela covid na Europa. Somente entre os dias 20 e 26 de dezembro, a Premier League — empresa responsável pela organização do Campeonato Inglês — registrou 106 testes positivos entre jogadores, funcionários e membros das comissões técnicas. Na semana seguinte, o número registrado foi de 93 casos. A liga inglesa é a única a divulgar semanalmente os números absolutos dos casos.

"A segurança de todos é uma prioridade e a Premier League está tomando todas as medidas de precaução em resposta ao impacto da variante Ômicron", disse a liga em comunicado. "A Liga voltou às suas Medidas de Emergência e aumentou os testes de fluxo lateral e PCR de jogadores e funcionários dos clubes em duas vezes por semana", concluiu.

O Chelsea anunciou nesta quinta-feira que não vai poder contar com o volante francês N'Golo Kanté e o zagueiro brasileiro Thiago Silva na partida de volta contra o Tottenham pela semifinal da Copa da Liga Inglesa. Do outro lado da chave, o Liverpool pediu o adiamento do confronto com o Arsenal por causa de um surto de covid que atingiu jogadores e funcionários, interrompendo a agenda de treinos da equipe de Jurgen Klopp. Entre os infectados estão dois jogadores da seleção brasileira: o goleiro Alisson e o atacante Roberto Firmino.

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Principal destaque do Campeonato Espanhol, o atacante Vinicius Junior, do Real Madrid, foi outro brasileiro atuando na Europa a testar positivo para covid-19. O clube merengue terminou dezembro com 13 casos em seu elenco, seguido do Rayo Vallecano, com 12. Prestes a reestrear no Barcelona, Dani Alves anunciou nesta quinta-feira estar recuperado da doença.

Os casos mais curiosos até o momento aconteceram na Itália. O time do Bologna foi impedido de entrar em campo contra a Internazionale cerca de 45 minutos antes da partida desta quinta-feira, pelo Campeonato Italiano. Com vários casos da doença em seu elenco, foi impedido pelas autoridades de saúde da Itália de jogar. O número de testes positivos na equipe não foi divulgado. Episódio parecido ocorreu em dezembro, quando o Salernitana não recebeu autorização para viajar e enfrentar a Udinese depois de registrar 9 casos no elenco.

Adiamentos, paralisação e portões fechados

Segundo a imprensa italiana, 20 dos 19 clubes da primeira divisão italiana registraram ao menos um teste positivo de covid. Mesmo com a situação ficando fora de controle, a Serie A, organizadora da competição, rechaçou a possibilidade de adiar os confrontos ou paralisar a competição.

"Continuaremos com o programa conforme programado, sem qualquer adiamento", disse a liga à Reuters em um comunicado na quarta-feira. "Não podemos decidir quais jogos adiar e quais jogar. A situação é difícil para todas as equipes, mas temos que seguir em frente."

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Por sua vez, a Premier League já adiou 17 partidas nesta temporada por causa da retomada da pandemia. Em dezembro, os clubes pressionaram pela paralisação da liga até o final de 2021, com o objetivo de diminuir o contágio pela covid. O pedido foi negado e cada partida começou a ser discutida individualmente.

Na Alemanha, a Bundesliga exige que o clube tenha menos de 15 atletas infectados para pedir o adiamento dos jogos. Visando amenizar os impactos da Ômicron, a Federação Alemã de Futebol (DFB, sigla em alemão) optou por fechar novamente os estádios e proibir a entrada de torcedores. Itália e Espanha permitem até 50% da capacidade.

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