Cristiano Ronaldo x Messi: despedida de craques das seleções destoa e vai da idolatria à melancolia

No espaço de um mês, os dois principais jogadores da atual geração deram adeus na Argentina e em Portugal

5 nov 2026 - 12h07
(atualizado às 12h15)
Resumo
As despedidas de Messi e Cristiano Ronaldo de suas seleções contrastaram fortemente. Enquanto o argentino teve um adeus apoteótico, marcado por choro, homenagens de 80 mil torcedores no Monumental e gol em campo, o astro português encerrou seu ciclo de forma melancólica. Após atritos com o técnico Jorge Jesus, abandono de concentração e punição da federação, Ronaldo anunciou a aposentadoria da seleção por meio de um vídeo frio nas redes sociais, fechando sua trajetória com três títulos e 146 gols.

A eterna disputa entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ganhou mais um capítulo na manhã desta quinta-feira. O craque português anunciou a aposentadoria da seleção por intermédio de um vídeo nas redes sociais, um cenário frio na comparação de como o argentino se despediu da Argentina.

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Cristiano Ronaldo em jogo de Portugal contra Espanha 6 de julho de 2026
Cristiano Ronaldo em jogo de Portugal contra Espanha 6 de julho de 2026
Foto: REUTERS/Hannah Mckay

Em contrapartida, Messi se despediu diante de 80 mil pessoas no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e ao lado de emocionados companheiros. O capítulo final foi coroado com um gol de pênalti no amistoso contra Benin, que terminou com vitória argentina por 3 a 0.

Segundo a imprensa portuguesa, o adeus foi antecipado a fim de evitar a convocação para os jogos da Liga das Nações deste mês de novembro. O clima nos bastidores para Cristiano Ronaldo na reta final contrastou com o adeus de idolatria direcionado a Lionel Messi.

O português envolveu-se em um atrito com o técnico Jorge Jesus e chegou a abandonar a concentração da seleção, após julgar que o treinador descumpriu um combinado prévio de gestão física.

Cristiano Ronaldo aqueceu durante 30 minutos para entrar no segundo tempo da partida contra a Noruega, mas não foi utilizado por Jesus.

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Como consequência da escolha e das declarações posteriores do treinador, o camisa 7 português abandonou a concentração em meio à janela de jogos da Liga das Nações. O caso levou a Federação Portuguesa a multar o craque, além de suspende-lo até o fim de outubro.

Duas semanas depois veio o anúncio do adeus pelas redes sociais e a despedida com 146 gols e três títulos (Euro 2016 e Liga das Nações 2019 e 2025).

Messi, por outro lado, contou com apoio coletivo até o último minuto. Reverenciado pelo técnico Lionel Scaloni, com quem conquistou a Copa do Mundo de 2022 e duas edições da Copa América (2021 e 2024), o camisa 10 argentino se emocionou diante de torcedores e companheiros.

O choro na despedida contra Benin, ocorrida em 6 de outubro, começou ainda na chegada ao estádio do River Plate, se repetiu no hino e terminou com as lágrimas na homenagem final, com direito a um show de drones.

Não apenas Messi se emocionou, porém. Enzo Fernández foi um dos companheiros que mais choraram e exibiram a idolatria pelo craque, que, como último ato, converteu um pênalti e encerrou a história na seleção com 126 gols.

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