A história entre Corinthians e Memphis Depay pode estar longe de terminar. Embora o clube tenha anunciado o fim das negociações pela renovação do atacante, uma combinação de pressão interna, reação da torcida e uma nova alternativa financeira abriu espaço para uma possível reviravolta nos bastidores do Parque São Jorge.
O presidente Osmar Stabile passou a ser fortemente questionado após a decisão. A situação ganhou ainda mais peso diante da possibilidade de Memphis cobrar cerca de R$ 180 milhões do Corinthians pela revogação da extensão contratual, segundo informações divulgadas pelo ge.
Pressão aumenta sobre a diretoria
A repercussão da decisão ultrapassou os limites das redes sociais. Patrocinadores do clube também demonstraram preocupação com a saída do astro holandês, considerado importante para ações de divulgação de marca. Entre as empresas envolvidas estão a Ezze Seguros, que teria esfriado conversas por uma renovação, e a Esportes da Sorte, atual patrocinadora máster.
A reação dos torcedores também foi imediata. Mais de 160 mil comentários foram registrados na publicação do Corinthians sobre a decisão, com predominância de críticas à diretoria.
Patrocinadora apresenta caminho para manter Memphis
Em meio à turbulência, surgiu uma alternativa capaz de facilitar uma retomada das conversas. A Fatal Fans, patrocinadora do Corinthians, apresentou uma proposta de aditivo contratual no valor de R$ 5 milhões, com o dinheiro destinado exclusivamente aos custos relacionados a Memphis.
O novo acordo elevaria o valor do vínculo da empresa com o clube de R$ 22 milhões para R$ 27 milhões. A iniciativa pode oferecer uma solução para parte do impasse financeiro que contribuiu para o recuo da diretoria.
Memphis deixou clara a sua insatisfação
Após o Corinthians desistir do novo contrato, o atacante não escondeu a frustração. Em publicação no X, o holandês afirmou que ficou "muito decepcionado" com o que classificou como "quebra de compromisso".
Memphis também declarou que Osmar Stabile, além dos departamentos financeiro e jurídico, havia concordado com os termos do novo vínculo, que teria duração até meados de 2028.
Antes da ruptura, o jogador havia retornado ao Brasil e aceitado reduzir seus vencimentos, além de renegociar uma dívida superior a R$ 40 milhões em bônus e premiações.