Seca dos homens de frente vira alerta no Corinthians

Com Pedro Raul e demais atacantes em baixa, gols da equipe alvinegra saem dos pés de defensores e volantes

17 ago 2026 - 07h02
O zagueiro Gustavo Henrique marcou o gol do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
O zagueiro Gustavo Henrique marcou o gol do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Foto: Jogada10

A derrota do Corinthians por 2 a 1 para o Cruzeiro, na noite deste domingo (16), na Neo Química Arena, expôs novamente um problema crônico do elenco na temporada: a baixa produtividade dos atacantes. Enquanto o centroavante Pedro Raul passou em branco mais uma vez e teve atuação discreta, coube ao zagueiro Gustavo Henrique marcar um golaço de voleio para balançar as redes da equipe mineira.

O cenário reflete uma dependência incômoda do setor defensivo e do meio-campo para fazer gols. Atualmente, os principais artilheiros do elenco do Timão dividem espaço com volantes e zagueiros, enquanto os homens de velocidade e referência ofensiva registram números muito abaixo do esperado no ano.

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Jejum dos homens de frente e DM de Yuri Alberto

A seca do setor ofensivo preocupa a torcida especialmente pela baixa minutagem de gols das opções de ataque. Nomes como Jesse Lingard, Pedro Raul e Kaio César somam apenas dois gols cada na temporada, enquanto a promessa Gui Negão anotou apenas um tento até aqui.

Além disso, a comissão técnica não pode contar no momento com Yuri Alberto, principal goleador do elenco, que segue em recuperação no departamento médico com dores musculares. A ausência da principal referência aumenta a pressão sobre os atletas de frente para decidir partidas decisivas.

O zagueiro Gustavo Henrique marcou o gol do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Foto: Jogada10

Diniz minimiza números e foca no volume coletivo

Contudo, apesar do baixo rendimento individual dos atacantes, o técnico Fernando Diniz fez questão de minimizar a estatística durante entrevista coletiva. O comandante ressaltou que a criação de jogadas é mais importante do que a posição do jogador que empurra a bola para o fundo do gol.

"Eu não fico fazendo esse tipo de análise, não é uma coisa que me preocupa. Acho que o time tem evoluído e tem criado. Hoje a gente finalizou 19 vezes e o importante é colocar a bola dentro do gol. Se vai ser o Gustavo Henrique, o Gui Negão, o Pedro Raul ou o Matheuzinho, não importa", argumentou Diniz.

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De fato, o Corinthians precisa calibrar a pontaria com urgência para a sequência do calendário. O Timão volta a campo nesta quinta-feira (20), às 21h30, diante do Rosario Central, na Neo Química Arena, onde precisará de gols para avançar às quartas de final da Copa Libertadores.

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