O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, rebateu a denúncia do MP-SP sobre a contratação irregular da Bear Security por R$ 65 mil mensais, justificando o serviço por ameaças sofridas no cargo. A promotoria alega que a empresa atuava sem autorização da PF, começou a receber antes do contrato e exige R$ 721 mil de ressarcimento, além do bloqueio de bens e afastamento do dirigente. A defesa contesta as medidas, alegando risco de interferência política no clube, e o caso segue na Justiça.
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, apresentou à Justiça sua versão sobre a denúncia do Ministério Público envolvendo a contratação da Bear Security. A defesa sustenta que o serviço atendia a uma necessidade de proteção pessoal.
De acordo com os advogados, Stabile e seus familiares passaram a enfrentar ameaças relacionadas ao cargo. A manifestação cita episódios como a invasão da sala da presidência, em 2025, e mensagens com armas de fogo recebidas após a decisão sobre Memphis Depay.
Defesa de Stabile contesta medidas do MP
O Ministério Público, por outro lado, questiona a contratação da empresa e afirma que a Bear Security não tinha autorização da Polícia Federal para atuar neste tipo de serviço. A denúncia também aponta que a companhia tinha o Corinthians como único cliente desde sua criação.
A defesa afirma que o contrato firmou em março de 2026 e previa seis postos de segurança durante 16 horas por dia, ao custo mensal de R$ 65 mil. O MP-SP, em contrapartida, sustenta que os pagamentos começaram antes da formalização do vínculo e pede ressarcimento de R$ 721 mil ao clube.
Além disso, o Ministério solicitou outras medidas contra Stabile, incluindo bloqueio de bens, restrições de acesso ao Corinthians e suspensão de funções institucionais. A defesa, em resposta, pediu a rejeição das que todas as cautelares sejam rejeitadas ou, no caso de contatos, limitadas às testemunhas indicadas no processo.
Os advogados também argumentam que as restrições poderiam prejudicar o mandato de Stabile e o processo eleitoral do Corinthians. O caso agora segue em análise judicial, com acusações do Ministério Público e contestação apresentada pela defesa do dirigente.
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