Diniz se realiza no Corinthians e torce para Memphis ficar: 'Quero construir uma história com ele'

Criado na Zona Leste, treinador diz que sempre acreditou que um dia chegaria ao clube do Parque São Jorge

7 abr 2026 - 15h55
(atualizado às 15h56)

Fernando Diniz está em casa no Corinthians, ou ao menos bem perto dela. Criado na Zona Leste, reduto corintiano de São Paulo, manteve residência no Tatuapé desde que se casou, mesmo passando por outros clubes. Apresentado como treinador do clube nesta terça-feira, 7, ele se mostrou realizado ao assumir o posto que sempre considerou inevitável em sua carreira.

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"Você sabe o tanto de corintiano que tem aqui na zona leste. Se fizer uma enquete da minha personalidade, da minha história, todo mundo do mundo do futebol sempre achou que iria acontecer. Eu também acho. Combino com isso aqui, minha maneira inquieta", afirmou o substituto de Dorival Júnior, demitido após nove jogos sem vencer.

"Nasci em Minas e vim com nove meses para a zona leste de São Paulo, sempre na periferia. Depois que casei mudei para o Tatuapé, onde está o Corinthians. Os 17 anos de treinador foi para chegar a um clube deste tamanho. Estive perto de vir para o Corinthians, quatro ou cinco vezes. Que bom que foi nesse momento que estou mais preparado", completou.

No clube alvinegro, do qual foi jogador na década de 1990, Diniz terá material humano de qualidade, em sua visão, para tentar recuperar um time que foi campeão da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil poucos meses atrás. Um desses nomes é o atacante holandês Memphis Depay, grande astro do elenco e que tem o futuro indefinido, pois seu contrato termina em junho de 2026. Ou seja, a parceria pode durar pouco temp.

"O Memphis no Brasil é um presente para o futebol brasileiro. É um jogador que, desde que chegou no Corinthians, esteve presente nos momentos decisivos. Quando a gente vai jogar contra, você sabe que é um cara que pode decidir o joga a qualquer momento. Ele gosta de estar no Corinthians, estar no Brasil e ser decisivo. É muito difícil ter um jogador desse quilate aqui no Brasil. Espero que ele fique e eu possa construir uma história com ele", comentou.

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Muitas vezes associado a um temperamento explosivo e lembrado por alguns bate-bocas com jogadores, o novo treinador corintiano não acredita que sua personalidade pode atrapalhar a implementação de sua filosofia de jogo no Parque São Jorge. Também conhecido por recuperar e potencializar atletas, reconhece os próprios excessos, porém vê amplificadas as críticas aos seu lado mais passional.

"Faça uma enquete com os jogadores: acham que eu sou explosivo ou se eu ajudo na carreira deles. Não que eu esteja sempre certo, há exageros e estou aprendendo. Mas há um fundamento que é muito positivo na vida dos jogadores", defende-se. "Eu era muito expulso, mas procurei melhorar. Essa questão da exposição, eu tenho que me policiar e melhorar. Não tenho nenhum problema de errar. Faz parte da minha personalidade, mas na maioria das vezes ela muito mais ajuda do que atrapalha."

Diniz chega ao clube em um momento de muita pressão. Tanto segunda quanto terça-feira, torcedores protestaram no CT Joaquim Grava e cobraram duramente jogadores que pararam os carros para conversar. Para ele, viver o peso de um ambiente como esse é inerente à grandeza de um clube como o Corinthians.

"É super normal isso em um time com o tamanho da torcida do Corinthians, a força da torcida organizada, que muitas vezes o time ganhou jogos por conta deles. O jogador cada vez mais tem de aprender a jogar no Corinthians. Isso é trabalhar no Corinthians, saber lidar com isso. A gente de alguma forma tem que levar isso para dentro de campo para trazer vitória e acalmar todo mundo. Temos de fazer nosso melhor."

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