Diniz defende saída de bola de Hugo e cita Fábio: 'Não jogava absolutamente nada com os pés'

Treinador não acredita que terá dificuldades em implementar seu estilo de jogo no Corinthians

7 abr 2026 - 16h15
(atualizado às 16h15)

A saída de bola com troca de passes arriscados virou uma das maiores marcas do estilo de jogo de Fernando Diniz, novo técnico do Corinthians, embora ele discorde que essa seja uma característica primordial de seus trabalhos. De qualquer forma, esse início de construção é uma parte importante dos conceitos defendidos por ele, por isso o nome do goleiro Hugo Souza, muitas vezes criticado por seu desempenho com a bola nos pés, passou a gerar alguma preocupação entre torcedores.

Tal sentimento, contudo, não acompanha Diniz, que tem uma visão diferente a respeito das qualidades de Hugo. Ao defender que as falhas do goleiro são superdimensionadas, durante coletiva de apresentação nesta terça-feira, citou Fábio, com quem trabalhou no Fluminense, como exemplo de o quanto um jogador da posição pode evoluir jogando com a bola no chão.

Publicidade

"Eu trabalhei com o Fábio, do Fluminense, que não jogava absolutamente nada com os pés e evoluiu muito. O Hugo tem o pé melhor do que as pessoas acham. O goleiro jogar com os pés é mais opção. A gente tem de treinar para dar opções e deixar goleiro confiante para tomar a melhor decisão. Diferentemente do que as pessoas acham, meus times jogam com chutão para frente. Acho que o Hugo vai melhorar as condições dele com os pés. É melhor do que as pessoas acham", avaliou.

O treinador também falou sobre outros jogadores do elenco. Recuperar Rodrigo Garro, que teve queda de desempenho considerável ao longo dos últimos meses, apesar de alguns lampejos, é uma das missões que Diniz considera possíveis de concluir durante o trabalho no CT Joaquim Grava

"Foi um dos destaques do primeiro treino, estava muito solto, terei o maior prazer em ajudá-lo", comentou o comandante alvinegro, que acredita também ser possível fazer com que o argentino atue em alto nível ao lado Breno Bidon, o que vinha sendo um dilema para Dorival. "Bidon e Garro podem atuar juntos, não quer dizer que vão jogar juntos. Depende de como se adaptam. Da maneira que eu vou propor não é uma afirmação mas é uma possibilidade. Se conseguirem, teremos um ganho técnico importante."

Bidon, um dos grandes ativos do clube, foi citado pelo treinador novamente durante comentário sobre a importância de saber utilizar os jovens talentos do clube, trabalho muito bem iniciado por seu antecessor. "Houve momento de grande euforia e agora de maior cobrança. Nesse momento, os jogadores vão se formando como grandes jogadores. Tanto o Bidon quanto André", analisou, acrescentando o volante sensação que é desejado pelo Milan.

Publicidade

Diniz acredita que não terá dificuldades em implementar seu estilo de jogo no clube e avalia que muitas vezes seu trabalho é mal interpretado. "A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade. O resto, a parte tática... acham que a parte tática tem uma prevalência para mim que nunca vai ter. Não tem parte tática que compense a vontade. A gente tem de ter desejo e coragem, isso é o mais importante."

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se