Corinthians recusa R$ 149 mi por Yuri Alberto e pede mais para cobrir valor assegurado a empresário

Dono de 50% dos direitos econômicos do jogador, clube tem de repassar 10% da quantia que receber a André Cury, conforme firmado em acordo com o ex-presidente Duílio Monteiro Alves

9 jan 2026 - 15h32
(atualizado às 15h36)

O Corinthians recebeu uma proposta de 24 milhões de euros (cerca de R$ 150 milhões) da Lazio pelo atacante Yuri Alberto, mas não se animou com os valores. Na avaliação da diretoria corintiana, fechar a negociação por uma quantia como essa seria insatisfatório em razão da forma como estão distribuídos os direitos econômicos do atacante de 24 anos.

Apenas 50% dos direitos do jogador pertencem ao Corinthians, enquanto a outra metade pertence ao Zenit, da Rússia. Além disso, o clube tem de repassar 10% do valor que receber por uma futura transferência de Yuri ao empresário André Cury, a quem o ex-presidente Duíio Monteiro Alves cedeu a prioridade de venda do atleta, em 2023, quando o negócio com os russos foi fechado.

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Yuri Alberto fez um dos gols da final da Copa do Brasil, contra o Vasco, no Maracanã.
Yuri Alberto fez um dos gols da final da Copa do Brasil, contra o Vasco, no Maracanã.
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Em entrevista coletiva na qual se apresentou ao torcedor corintiano, o novo executivo de futebol do clube, Marcelo Paz, disse que está aguardando uma proposta mais vantajosa para considerar negociar o atacante.

"Houve proposta, sim, mas ainda não é a proposta que atende o Corinthians, esperamos um valor maior. A proposta está com o presidente Osmar, eu tive acesso. Não vou revelar valores. Houve a proposta, mas ela não atende a necessidade do Corinthians pela importância do jogador e a importância que ele tem no nosso elenco", disse.

Nesta sexta-feira, o Corinthians ficou livre para registrar jogadores depois de passar quatro meses sob o transfer ban da Fifa. Após a diretoria pagar R$ 41,6 milhões, valor do acordo final com o Santos Laguna pela dívida com Félix Torres, na quinta-feira, 8, a entidade máxima do futebol retirou a punição nesta sexta, 9.

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