A CNRD concedeu novo prazo ao Corinthians para quitar cerca de R$ 20 milhões em parcelas atrasadas e multas de um acordo coletivo com credores, liderados pelo Cuiabá. Caso não comprove o pagamento, o clube terá sua proibição de registrar novos atletas estendida até julho de 2027. O plano totaliza R$ 76 milhões em débitos, e a sanção nacional independe de outros bloqueios que a equipe já enfrenta na Fifa por dívidas em contratações.
O Corinthians recebeu um novo prazo para resolver pendências financeiras que podem prolongar suas restrições no mercado. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas, vinculada à CBF, determinou a quitação de parcelas atrasadas de um acordo coletivo e aplicou multa sobre os valores em aberto.
A decisão estabelece quinta-feira (3 de dezembro) como limite para comprovar o pagamento. Se o clube não cumprir a determinação, a proibição de registrar novos atletas poderá ser estendida até 16 de julho de 2027.
A multa corresponde a 25% das duas parcelas não pagas. O principal atrasado é de aproximadamente R$ 16 milhões. Com o acréscimo, a conta chegaria a cerca de R$ 20 milhões. Esse cálculo não considera eventuais outros encargos que não foram detalhados nas informações consultadas.
O Cuiabá, principal credor do plano, provocou a CNRD diante dos atrasos. O clube mato-grossense pediu o encerramento do acordo de pagamento e uma punição de dois anos. A Câmara acolheu parte das solicitações, fixando o prazo para regularização e a possibilidade de extensão do impedimento.
A referência a um ano exige atenção: não significa um novo bloqueio de 12 meses contado de novembro. O período tem como marco a sanção iniciada em 17 de julho de 2026, com término possível em julho de 2027.
O acordo coletivo foi homologado em abril de 2025 e prevê pagamentos de R$ 76 milhões, distribuídos em parcelas trimestrais ao longo de seis anos. O plano reúne cobranças de clubes, jogadores e empresários. A decisão também autorizou investigação sobre a repetição dos atrasos.
Além dessa discussão na CBF, o Corinthians tem impedimentos da Fifa relacionados às dívidas das contratações de Charles e José Martínez. São processos distintos. A quitação exigida pela CNRD trata das parcelas do acordo coletivo e não representa, por si só, a resolução das demais restrições.