Corinthians deve repetir estratégia "sem custos" na próxima janela

Timão projeta arrecadação com vendas, tenta reduzir dívida bilionária e deve ir atrás de reforços livres no mercado

29 abr 2026 - 10h18
(atualizado às 10h21)
Marcelo Paz prega responsabilidade financeira no Corinthians –
Marcelo Paz prega responsabilidade financeira no Corinthians –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

O Corinthians já definiu a estratégia para a próxima janela de transferências e pretende repetir o modelo recente, com foco na contratação de jogadores sem custos. Diante de um cenário financeiro delicado, a diretoria trabalha para reforçar o elenco com atletas livres no mercado ou por empréstimo, evitando gastos com direitos econômicos.

A janela, prevista entre 20 de julho e 11 de setembro, deve atrair forte interesse de clubes europeus, o que aumenta as chances de negociações. Internamente, o clube vê esse período como uma oportunidade importante para gerar receita com vendas e aliviar as contas.

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A projeção orçamentária do Corinthians aponta a necessidade de arrecadar ao menos R$ 151 milhões em transferências ao longo de 2026. Por isso, a saída de jogadores é tratada como um movimento esperado, e até necessário, dentro do planejamento financeiro. O executivo de futebol Marcelo Paz tem reforçado publicamente essa perspectiva desde que assumiu o cargo.

Apesar da possível entrada de recursos, a diretoria não pretende reinvestir os valores em novas contratações. A prioridade será fortalecer o caixa e lidar com compromissos financeiros que seguem pressionando o clube.

Marcelo Paz prega responsabilidade financeira no Corinthians –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

Mesmo sem pagar por transferências, o Corinthians precisa arcar com salários, encargos e luvas contratuais, o que mantém o nível de despesas elevado. O cenário se torna ainda mais desafiador diante do histórico recente, marcado por antecipações de receita e empréstimos utilizados para cobrir gastos operacionais.

Embora as contas tenham sido aprovadas pelo Conselho Deliberativo, o déficit de R$ 143,4 milhões registrado em 2025 evidencia o tamanho do problema. A gestão de Osmar Stabile estabeleceu como meta reduzir a dívida bruta, atualmente estimada em R$ 2,7 bilhões, até o fim do ano.

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