Em crise esportiva, o Corinthians agrava sua situação financeira ao acumular dois meses de atraso em direitos de imagem, premiações e férias do elenco. O clube atingiu um endividamento total de R$ 2,8 bilhões e registrou déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre, superando as projeções em mais de R$ 100 milhões. O cenário piorou após a frustração nas metas de venda de jogadores e pelo peso de manter uma das cinco maiores folhas salariais do futebol brasileiro.
Se dentro de campo a fase não é boa, com eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, além da décima quarta colocação no Campeonato Brasileiro, com 32 pontos, nos bastidores o Corinthians também enfrenta problemas. Isso porque o clube voltou a atrasar o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores, ampliando as preocupações com sua situação financeira.
De acordo com a ESPN, a diretoria alvinegra acumula duas parcelas de direitos de imagem em aberto, além de pendências relacionadas a premiações e férias. Horas antes do confronto de volta contra o Estudiantes de La Plata, pelas quartas de final da Libertadores, o Timão acertou os salários registrados em carteira de trabalho, que também estavam atrasados.
Nos primeiros seis meses do ano, o Corinthians registrou déficit de R$ 246,039 milhões, enquanto o endividamento total chegou a R$ 2,8 bilhões. Até abril, o resultado negativo acumulado era de R$ 168,048 milhões, valor que aumentou consideravelmente até o encerramento do primeiro semestre.
Expectativas frustradas da cúpula corintiana
Uma das alternativas consideradas pela diretoria para aliviar as contas era a venda de jogadores importantes do atual elenco, mas as negociações esperadas não se concretizaram. No orçamento aprovado para 2026, o Corinthians projetava arrecadar 25 milhões de euros, aproximadamente R$ 144 milhões, com a transferência de direitos federativos de atletas ao longo da temporada.
Desse montante, a expectativa era receber metade ainda no primeiro semestre: 12,5 milhões de euros, cerca de R$ 74,9 milhões. O planejamento também previa encerrar os primeiros seis meses com déficit de R$ 138 milhões. Entretanto, o resultado efetivo ultrapassou a projeção em mais de R$ 100 milhões, aumentando a pressão sobre a administração financeira do clube.
Outro fator que pesa nas contas é o custo do elenco. O Corinthians aparece entre os cinco clubes com as maiores folhas salariais do futebol brasileiro, ao lado de equipes como Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro e Atlético Mineiro.