O Corinthians acumulou dois meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem do elenco masculino, que custam cerca de R$ 10 milhões mensais, além de pendências em férias e premiações. A crise financeira é agravada por três punições de transfer ban, que somam R$ 21,5 milhões em dívidas e impedem contratações desde maio. O cenário reflete o resultado do primeiro semestre, quando o clube registrou um déficit de R$ 246 milhões, valor 78,2% superior ao que havia sido projetado no orçamento.
O Corinthians deixou de pagar os direitos de imagem referentes a setembro ao elenco masculino de futebol e chegou a dois meses de atraso. O vencimento ocorre no dia 20 de cada mês, mas a diretoria não conseguiu realizar o pagamento até a última segunda-feira (21). Assim, a pendência soma-se aos valores de agosto, além de parcelas relacionadas a férias e premiações.
Segundo informações divulgadas pela diretoria, cada mês de direitos de imagem representa aproximadamente R$ 10 milhões em compromissos financeiros. A modalidade corresponde a uma parcela relevante da remuneração dos jogadores com vencimentos mais elevados. Além disso, o clube ainda não estabeleceu uma data para colocar os pagamentos em dia.
Dívida aumenta pressão no elenco do Corinthians
O atraso nos direitos de imagem ocorre após o Corinthians também enfrentar dificuldades para cumprir a folha salarial. Em setembro, o pagamento dos salários ocorreu com uma semana de atraso e foi regularizado horas antes do confronto contra o Estudiantes, pelas quartas de final da Libertadores.
Outro fator que restringe o planejamento alvinegro é a sequência de punições no mercado de transferências. O Timão está proibido de contratar desde 21 de maio, quando entrou em vigor o primeiro de três transfer bans atualmente registrados. Ao mesmo tempo, as dívidas que originaram as sanções somam aproximadamente R$ 21,5 milhões, aumentando a pressão sobre o caixa do clube.
A situação financeira do clube ganhou dimensão ainda maior com o resultado apresentado no primeiro semestre. O Corinthians registrou déficit de R$ 246 milhões entre janeiro e junho deste ano, valor 78,2% superior aos R$ 138,028 milhões previstos no orçamento para o período. Enquanto isso, a diretoria busca alternativas para administrar compromissos acumulados e manter o funcionamento do futebol.
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