O Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu afastar Romeu Tuma Jr. da presidência do órgão nesta segunda-feira, 23. Foram 135 votos a favor do afastamento provisório e 15 contra, além de sete abstenções. A votação foi realizada no teatro da sede social do clube, no Parque São Jorge.
Tuma tem a opção de contestar a votação na Justiça. A reunião foi convocada pelo presidente Osmar Stábile, que argumentou haver interferência de Tuma em sua administração. Ambos eram aliados e hoje estão em lados opostos.
Stábile e Tuma já não falam a mesma língua há alguns meses e a relação entre os dois piorou em meio à discordâncias na gestão, debates sobre a reforma do estatuto do Corinthians e a aproximação do período eleitoral.
O Conselho Deliberativo do Corinthians passa a ser comandado por Leonardo Pantaleão, então vice-presidente do órgão. Tuma terá de esperar o parecer da Comissão de Ética e Disciplina para saber se retoma seu cargo ou se continua afastado.
A comissão vai instaurar um processo e emitir um parecer ao Conselho Deliberativo. Depois disso, os conselheiros voltarão a se reunir para votar o afastamento definitivo.
A votação foi precedida por confusões e desentendimentos. O conselheiro vitalício Rubens Gomes, o Rubão, discutiu com Maria Ângela OCampos, primeira secretária do Conselho Deliberativo. Ela optou por deixar o anfiteatro e Denis Piovesan, segundo secretário do Conselho, assumiu o comando da reunião.
A votação começou com os conselheiros vitalícios e foi encerrada por volta das 21h, com resultado desfavorável a Tuma, que teve o pedido de afastamento provisório fundamentado em denúncias de Stábile.
Segundo o edital de convocação, o pedido de afastamento é baseado em denúncias de "ameaças, assédio e atitudes que teriam interferido no andamento dos trabalhos da diretoria executiva". Em 9 de março, quando houve reunião do Conselho Deliberativo para discutir importantes alterações no estatuto do Corinthians, Stábile pediu a voz e, diante dos demais conselheiros e associados, acusou Tuma de interferência na gestão e de tê-lo ameaçado três dias antes.