Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Nova Jersey,
O Marrocos, que chega à sua sétima participação em Copas do Mundo, precisou lidar com os cortes do atacante Abde Ezzalzouli, de 24 anos, e do zagueiro Nayef Aguerd, substituídos por Marwane Saadane e Amine Sbai.
O técnico reconheceu o impacto das ausências, mas reforçou a confiança na profundidade do elenco. "Eles farão falta, mas toda a equipe está em posição de jogar e em boa forma. Não vamos mudar nossos princípios de jogo", afirmou Ouahdi, destacando que o time segue fiel à sua identidade tática.
Hakimi também comentou sobre o desafio de enfrentar o Brasil, ressaltando a qualidade do adversário, especialmente de Vinícius Júnior. "Sabemos da qualidade do Vinícius, um jogador espetacular. Para enfrentá-lo, precisamos de uma defesa forte", disse o lateral marroquino, demonstrando respeito, mas também confiança em um bom resultado.
"Os brasileiros da África"
O discurso de equilíbrio foi recorrente ao longo da entrevista. Para Hakimi, não há favoritos em um duelo desse nível. "Não acredito em favoritismo. Será uma partida decidida nos detalhes", declarou.
O lateral ainda reforçou a confiança na equipe marroquina, frequentemente apelidada de "os brasileiros da África". "Temos qualidade e vamos entrar em campo confiantes. Acredito que podemos desempenhar bem nesta Copa", completou.
Outro ponto abordado foi a adaptação às condições climáticas, um fator que pode influenciar o desempenho durante o torneio. Hakimi destacou que a equipe está habituada ao calor e preparada para enfrentar esse desafio. "No Marrocos faz muito calor. Estamos preparados para entrar em campo da melhor maneira possível", afirmou.
O técnico Mohamed Ouahdi também destacou o respeito ao adversário, ressaltando a evolução recente da seleção brasileira. Ele mencionou a influência do técnico Carlo Ancelotti e a qualidade coletiva do elenco. "Todos conhecem o Brasil. É uma equipe que merece respeito, com grandes individualidades e força no coletivo", disse.
Ainda assim, reforçou a importância da confiança interna. "Precisamos confiar no nosso jogo, nas nossas qualidades e nos nossos valores."
"Queria que o Neymar estivesse em campo"
A possível ausência de Neymar foi outro tema abordado. Mesmo sem a confirmação da presença do craque brasileiro, Ouahdi destacou que a equipe se preparou considerando diferentes cenários. "Nos preparamos para enfrentar o Brasil com Neymar. Analisamos suas últimas partidas e também a forma como o time joga coletivamente", explicou.
Hakimi, companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, demonstrou admiração pelo brasileiro e admitiu que gostaria de enfrentá-lo em campo. "Ele é um dos melhores. Como pode ser sua última Copa, gostaria que estivesse em campo", disse, reforçando o espírito competitivo e o respeito entre os atletas.
A entrevista também evidenciou o senso de responsabilidade da atual geração marroquina. Hakimi destacou a importância de representar o país e dar continuidade ao bom momento da seleção. "É uma geração diferente. Temos nossos princípios e pensamos jogo a jogo", afirmou.
O lateral deixou uma mensagem especialmente voltada aos jogadores mais jovens da equipe. "Precisamos aproveitar essa oportunidade, pois não sabemos se teremos outra", afirmou.