Aos 18 anos, a promessa ítalo-brasileira Samuele Inácio, destaque do Borussia Dortmund, optou por defender a seleção da Itália após recusar sondagens do Brasil. Filho do ex-jogador Piá, o meia-atacante brilhou no Mundial Sub-17 e agora integra o elenco principal da Azzurra. Com estilo veloz e dribles curtos, comparado a Rodrygo, o jovem é uma das principais apostas para o processo de reformulação da equipe europeia, que busca retomar o protagonismo e voltar a disputar a Copa do Mundo.
A Itália vai encarar a Turquia nesta segunda-feira (5) com um toque abrasileirado, pois a tetracampeã mundial terá em seu elenco no Estádio Renato Dall'Ara, em Bolonha, o meia-atacante ítalo-brasileiro Samuele Inácio, do Borussia Dortmund.
Filho do ex-atacante brasileiro João Batista Inácio, mais conhecido como Piá, a promessa nasceu em Bérgamo, no norte do país europeu, e tem dupla nacionalidade, mas optou por defender a Azzurra em vez da Amarelinha, que atualmente é treinada pelo italiano Carlo Ancelotti.
Aos 18 anos, o jovem chamou mais atenção após se destacar no Mundial Sub-17, em 2025, quando vestiu a camisa número 10 da Itália e levou o país até a terceira posição. Ele foi convocado pela primeira vez para a seleção principal em maio, para os amistosos contra Grécia e Luxemburgo, pouco depois de a Azzurra novamente ter ficado de fora da Copa do Mundo.
"Samu escolheu a Itália e sonhava com isso, a convocação o encheu de alegria. O Brasil nos contatou diversas vezes, inclusive antes do Mundial Sub-17 e depois durante as eliminatórias olímpicas. No entanto, Samuele só queria a Itália", revelou o pai de Inácio, que defendeu Napoli e Atalanta durante a carreira.
Revelado pelo Borussia Dortmund, o ítalo-brasileiro tem dois gols em três jogos disputados na atual temporada e estabeleceu-se como um nome importante para o time treinado pelo croata Niko Kovac.
Inácio costuma atuar na função de segundo atacante e tem diversas qualidades, como agilidade, alta velocidade e drible curto. O próprio atleta afirmou que seu estilo de jogo é semelhante ao do brasileiro Rodrygo, do Real Madrid, especialmente na movimentação e na condução de bola em espaços reduzidos.
A joia, que foi recordada por Silvio Baldini nos amistosos de junho, é uma das apostas de Roberto Mancini, que sonha em reformular a Azzurra para que a seleção possa voltar a disputar uma Copa do Mundo depois de três ausências seguidas. .