Comitê olímpico aprova intervenção na Federação Italiana de Futebol

No entanto, Coni costurou acordo para manter Malagò no comando da Figc

6 out 2026 - 10h46
(atualizado às 11h06)
Resumo
O Comitê Olímpico Nacional Italiano aprovou por unanimidade uma intervenção na Federação Italiana de Futebol devido à falta de filiação prévia do presidente eleito, Giovanni Malagò. Para manter a estabilidade da gestão, um acordo nomeou o próprio dirigente como comissário extraordinário da entidade. A medida permite que Malagò regularize seu registro no órgão enquanto permanece no comando e dispute um novo pleito presidencial, já agendado para 14 de dezembro.

O conselho executivo do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) decidiu nesta terça-feira (6), por unanimidade, colocar a Federação Italiana de Futebol (Figc) sob administração extraordinária, quase quatro meses depois da eleição de Giovanni Malagò para comandar a entidade.

Apesar de intervenção, Malagò seguirá no comando da Figc
Apesar de intervenção, Malagò seguirá no comando da Figc
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida foi tomada porque Malagò, ex-presidente do próprio Coni, não era filiado à Figc no momento em que foi escolhido como mandatário da federação, em 22 de junho, com a missão de reconstruir o futebol italiano após três fracassos seguidos nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

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No entanto, para evitar rupturas na fase inicial do projeto, foi costurado um acordo entre as duas entidades para nomear o próprio Malagò como comissário do Coni para a Figc. Com isso, o cartola poderá se filiar enquanto permanece no comando da instituição e depois se candidatar novamente à presidência. A eleição será convocada para 14 de dezembro.

"É uma vitória do bom senso e da lógica", declarou Malagò após a reunião no Coni, definindo o caso como "triste e embaraçoso". A notícia de que ele não era filiado à Figc veio à tona em julho e deu início a uma disputa jurídica com o Coni, que alegava que o problema não podia ser ignorado.

"O importante era fazer com que prevalecessem as regras e a autonomia do mundo esportivo", disse o presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio.

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