Daqui exatamente a 100 dias, em 11 de junho, o mundo do futebol estará de olho no Estádio Azteca, onde México e África do Sul vão medir forças pelo jogo de abertura da Copa do Mundo. Com o Mundial cada vez mais perto, algumas dúvidas ainda pairam o torcedor brasileiro. A principal delas? Neymar.
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Protagonista da Canarinho em 2014, 2018 e 2022, o camisa 10 do Santos sofreu com lesões no ciclo atual e sequer tem sua presença garantida na competição que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Sua última partida vestindo a amarelinha foi em outubro de 2023, quando rompeu o ligamento do joelho esquerdo em partida contra o Uruguai. Até hoje, o craque sofre com consequências da lesão e pouco consegue ter sequência dentro de campo.
Em dezembro do ano passado, Neymar chegou a passar por uma artroscopia no joelho para corrigir o problema e tentar uma cartada final para aparecer na lista de Carlo Ancelotti. O procedimento atrasou sua estreia nesta temporada, que aconteceu apenas contra o Velo Clube pela última rodada da primeira fase do Paulistão.
Após atuar por 45 minutos contra a equipe do interior, o atacante atuou durante todos os 90 minutos e acréscimos contra Novorizontino e Vasco da Gama. Diante do Cruzmaltino, foi o craque da partida com dois gols marcados.
Apesar de estar longe de seus tempos de protagonista da Seleção Brasileira, Neymar ainda é a esperança para alguns torcedores. No último título, inclusive, o craque também era dúvida a 100 dias para o início do Mundial. Em contrapartida, o cenário no tetracampeonato era de referência ‘voando baixo’ no futebol europeu.
Ronaldo | 2002
O ex-atacante não tem o apelido de Fenômeno à toa. Artilheiro e herói do pentacampeonato, Ronaldo carrega uma das maiores histórias de superação em uma Copa do Mundo.
Em abril de 2000, uma ruptura do tendão patelar do joelho direito o tirou dos gramados por 15 dias e colocou dúvidas até mesmo na sequência de sua carreira. Sua volta aos gramados aconteceu contra o FC Brasov, da Romênia, pela Copa UEFA, em 20 de setembro de 2001.
Devido à gravidade da lesão do ano anterior, o retorno foi sofrido e repleto de pequenos problemas musculares até a retomada completa do ritmo. Em 20 de fevereiro de 2002, a 100 dias para o início do Mundial de 2002, o cenário era catastrófico para quem sonhava com a disputa de sua terceira Copa do Mundo.
Enquanto a Inter de Milão se preparava para disputar as oitavas de final da Copa UEFA contra o AEK Atenas, da Grécia, Ronaldo tratava de uma lesão na coxa, conforme mostra a base de dados do site Transfermarkt.
A volta aos gramados aconteceu somente no mês seguinte, no dia 27 de março, justamente com a camisa da Seleção Brasileira. Em amistoso contra a Iugoslávia, ele atuou por 45 minutos e começou a convencer a comissão técnica de Felipão de que poderia estar no Mundial do Japão e Coreia do Sul.
Após o retorno com a Amarelinha, o Fenômeno conseguiu ficar livre de lesões até a Copa do Mundo e foi peça fundamental na conquista da quinta estrela, com direito a dois gols na final contra a Alemanha.
Romário | 1994
O Baixinho viveu um mês mágico no Mundial de 1994, nos Estados Unidos. No então maior jejum de conquistas da Amarelinha, Romário conduziu a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira ao tetracampeonato e foi eleito o melhor jogador da competição.
Na época, o craque vestia a camisa do Barcelona e desfilava pelos gramados do futebol espanhol. A marca de 100 dias para o Mundial de 94 aconteceu em 9 de março daquele ano.
No dia, o Barcelona não entrou em campo, mas a equipe estava em preparação para o duelo contra o Atlético de Madrid, pela 28ª rodada do Campeonato Espanhol, segundo informações retiradas da base de dados do site Transfermarkt.
Romário fez bonito. O craque balançou as redes três vezes e deu uma assistência na vitória do Barcelona por 5 a 3. O atacante acabou a competição com o título e como artilheiro, com 30 gols.
Apesar da boa fase com a camisa culé, o cenário era delicado para o Baixinho na Seleção Brasileira antes do Mundial. Após reclamar de ficar no banco de reservas na vitória por 3 a 1 em amistoso contra a Alemanha, em 1992, Romário foi deixado de lado por Parreira e voltou a ser chamado apenas para a partida decisiva contra o Uruguai, na última rodada das Eliminatórias, em setembro de 1993.
Contra a Celeste, marcou os dois gols que garantiram a Amarelinha na Copa do Mundo. Mesmo assim, ficou fora de amistosos contra Argentina e Islândia, em março de maio de 1994.
No Mundial, balançou as redes contra Rússia, Camarões, Suécia, Holanda e no reencontro contra os suecos na semifinal. Também deu a histórica assistência para Bebeto nas oitavas de final contra os Estados Unidos.