A FIFA estuda ampliar ainda mais a premiação da Copa do Mundo 2026. A entidade pretende aumentar os valores destinados às 48 seleções participantes e deve oficializar a decisão após reunião marcada para esta terça-feira (28), durante o 76º Congresso da FIFA, em Vancouver.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, o reajuste é impulsionado pela receita recorde alcançada no ciclo de 2023 a 2026, estimada em US$ 11 bilhões (cerca de R$ 54,7 bilhões). A intenção da entidade é redistribuir parte desse crescimento entre todas as federações classificadas para o torneio.
Atualmente, o valor reservado em bonificações diretas para as seleções é de US$ 655 milhões, número 50% superior ao pago na edição de 2022, no Qatar. No total, o investimento da FIFA relacionado ao Mundial chega a US$ 3,62 bilhões.
"A FIFA confirma que está em negociações com federações de todo o mundo para aumentar as receitas disponíveis. Isso inclui um aumento proposto nas contribuições financeiras para todas as equipes classificadas para a Copa do Mundo de 2026", afirmou um porta-voz da entidade à Reuters.
Mesmo antes do possível reajuste, os valores já chamam atenção. O campeão do torneio receberá atualmente US$ 50 milhões, enquanto todas as seleções garantem ao menos US$ 10,5 milhões apenas pela participação.
Premiação atual da Copa do Mundo
- Campeão: US$ 50 milhões (R$ 249 milhões)
- Vice-campeão: US$ 33 milhões (R$ 164 milhões)
- 3º lugar: US$ 29 milhões (R$ 144 milhões)
- 4º lugar: US$ 27 milhões (R$ 134 milhões)
- 5º ao 8º lugar: US$ 19 milhões (R$ 94 milhões)
- 9º ao 16º lugar: US$ 15 milhões (R$ 74 milhões)
- 17º ao 32º lugar: US$ 11 milhões (R$ 54 milhões)
- 33º ao 48º lugar: US$ 9 milhões (R$ 44 milhões)
Além da premiação esportiva, cada delegação ainda recebe verba específica para custos operacionais e estrutura durante a competição.
Com o novo aumento em debate, a tendência é que a edição de 2026 se consolide como a mais lucrativa da história do futebol mundial.