Opinião: Pressão pós-Copa faz joias renegadas nos clubes virarem solução de Ancelotti

Técnico confirmou Vitor Reis, Estêvão e Endrick no time titular no amistoso contra a Austrália

24 set 2026 - 11h08
Endrick vai ser titular pela Seleção contra Austrália
Endrick vai ser titular pela Seleção contra Austrália
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A primeira escalação da Seleção Brasileira após o vexame na Copa do Mundo vai ter no time titular três grandes joias: Vitor Reis, Estêvão e Endrick. Apesar da ansiedade do torcedor para vê-lo brilhar com a Amarelinha, o trio está sendo renegado em seus respectivos clubes.

O zagueiro do Manchester City, por exemplo, jogou apenas 1 minuto na atual temporada, o atacante do Real Madrid atuou 10 minutos em uma única partida, e Estêvão esteve em campo durante 42 minutos em quatro jogos.

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Em seus respectivos times, os técnicos falam em paciência com esses jovens jogadores e demonstram que eles não estão nos planos, pelo menos, por enquanto. Porém, o cenário é diferente na Seleção. Ancelotti tem pressa e precisa de uma resposta imediata para não perder o apoio popular de vez.

Ancelotti confirma Vini Jr., Raphinha, Endrick e Estêvão juntos no ataque contra a Austrália
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Sem Neymar, a dupla Estêvão e Endrick surge como os grandes expoentes da nova geração, mesmo que este ciclo, em tese, deva ser de protagonismo de Vini Jr. e Raphinha. A dupla mais experiente nunca conseguiu demonstrar na Seleção o mesmo futebol apresentado por Real Madrid e Barcelona, respectivamente. 

A confiança de Ancelotti também pode fazer bem para os crias da base do Palmeiras. Eles podem encontrar no time nacional o espaço para se desenvolver e mostrarem que merecem mais espaço também com Xabi Alonso e José Mourinho.  

Ninguém duvida do talento do trio escolhido pelo técnico italiano para o 11 titular. O problema é que essa escolha escancara a falta de planejamento do futebol brasileiro. Quando acaba uma Copa do Mundo acaba sem título, tudo é jogado fora e se começa do zero. A exceção foi no ciclo de 2018 para 2022.

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Não é justo que a pressão do vexame nos Estados Unidos recaia sobre Estêvão, Endrick e companhia. O caminho natural seria que, aos poucos, eles fossem conquistando espaço, não que fossem vistos como salvadores da pátria. 

Fonte: Portal Terra
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