Opinião: Amistoso entre França e Brasil parecia uma partida entre adultos e crianças

Seleção europeia mostrou que a diferença entre as duas equipes é enorme

26 mar 2026 - 19h35
Mbappé e Dembele comemoram vitória da França
Mbappé e Dembele comemoram vitória da França
Foto: Reprodução/Instagram/equipedefrance

Antes da bola rolar no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos, a curiosidade era saber qual era a diferença entre a Seleção Brasileira e a francesa. Agora, já é possível cravar: existe um abismo entre as duas equipes. Em alguns momentos, pareceu ser uma partida entre adultos e crianças. 

Quando a França ficou com um jogador a menos --Upamecano foi expulso no começo da 2ª etapa por falta em Wesley--, a impressão era que o time de Carlo Ancelotti era quem estava com 10 jogadores em campo, tanto que foram os europeus que chegaram ao segundo gol.

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O histórico de pentacampeã mundial sempre fez o torcedor nunca se sentir como um patinho feio em duelos contra europeus, diferente do que acontece nos confrontros entre clubes. Porém, não seria exagero dizer que o Flamengo foi mais competitivo contra o PSG no Torneio Intercontinental no final do ano passado do que o time treinado por Carlo Ancelotti nesta quinta-feira. 

Quem acompanhou os 90 minutos da partida pode ter terminado com a impressão que dava para chegar na igualdade por causa do 'quase' de Vini Jr no último lance e o chute perigoso de Bremer aos 45 minutos da segunda etapa. No entanto, a verdade é que o Brasil só levou perigo quando a França só rodava a bola a espera do apito final, já tinha tirado todas as estrelas (e o pe´) e partiu para um abafa final. 

A maior preocupação passa longe de ser o resultado, e sim, o desempenho. Além disso, a camisa 10 não tem mais dono. Não só pela ausência de Neymar, mas pela perda de Rodrygo, que ficou com o posto durante a ausência do craque do Santos e agora está fora do Mundial por causa de uma lesão no jogo, o time carece que de alguém que assuma a liderança e resolva. Vini Jr e Raphinha estão longe disso por enquanto.

Na terça-feira, contra a Croácia, a Seleção Brasileira vai precisar jogar mais. Caso contrário, nem os novos uniformes serão capazes de animar os mais 200 milhões de torcedores. 

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Fonte: Portal Terra
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