Melhor do mundo da Kings League, Lipão abre o jogo e sonha com bicampeonato

Em entrevista exclusiva ao J10, craque da Seleção abre o jogo, vê atual Nations mais difícil que 2025 e projeta novo título ao lado da família

11 jan 2026 - 09h06
(atualizado às 09h06)
Lipão é o atual melhor jogador do mundo da Kings League –
Lipão é o atual melhor jogador do mundo da Kings League –
Foto: Divulgação/Kings League / Jogada10

Atual melhor jogador do mundo da Kings League, Lipão vive dias intensos defendendo a Seleção Brasileira na Copa do Mundo disputada no Brasil. Em entrevista exclusiva ao J10, o camisa 14 da Seleção falou sobre a experiência de jogar um Mundial em casa, revelou bastidores do vestiário, analisou a evolução do torneio em relação à edição da Itália e projetou o caminho do Brasil na competição. Com sinceridade, autocrítica e emoção, o jogador mostrou confiança no grupo e deixou claro que o foco é coletivo: levantar o troféu.

Como está sendo jogar uma Copa do Mundo?

Lipão destacou o papel fundamental da torcida brasileira, especialmente nos momentos mais difíceis. Além disso, reforçou como o fator casa tem sido decisivo para a reação da equipe dentro das partidas.

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"Tá muito gostoso, tá muito bom você ver a torcida ao seu lado ali, incentivando. Eu acho que, eu até comentei com os meninos, se a gente estivesse jogando longe daqui, né, e perdendo o jogo dessa maneira, talvez a gente não poderia ter forças pra virar esse jogo. E com o apoio da torcida ali, incentivando o tempo todo, a cada bola que o Dedo tirava ali, cara, foi surreal, tá sendo surreal, tá sendo muito bacana."

Hino cantado pela torcida a capela

O hino nacional entoado pela torcida se tornou um dos símbolos desta Copa do Mundo, algo que, segundo Lipão, mexe diretamente com o emocional dos jogadores.

"É um momento mágico, é um momento que acho que todo mundo queria viver um dia, mostrar aquela oportunidade. É um momento que nos dá força ali. Me dá vontade de jogar. O Kelvin entra ali por primeiro, mas eu acredito que todo mundo já queria entrar no campo ali pra correr, porque é uma parada surreal. A música, o hino terminar no som e a capela continuar ali, todo mundo cantando. Arrepia bastante. Acredito que não só nós jogadores, mas todo mundo, acredito que você estava lá também, porque arrepia demais. Então é um sentimento diferente que faz a gente querer mais. Às vezes a gente pode estar passando essa impressão de que o time não quer e tal, não. A gente quer muito, a gente está tentando muito e espero que domingo as coisas possam ser mais tranquilas e diferentes."

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O que mudou do Mundial da Itália para o Mundial do Brasil

Para Lipão, o crescimento global da Kings League tornou o Mundial muito mais equilibrado e imprevisível, assim, elevando o nível de dificuldade para todas as seleções.

"Eu acho que a evolução. A evolução do jogo, a evolução do entendimento do jogo. Eu acho que a gente chegou lá na Itália com poucos times entendendo como funcionava a Kings, como jogava a Kings. E a gente, por ter esse entendimento, a gente acabou, a gente dando um passo à frente, a gente conseguiu aproveitar isso até a final e levar esse título."

"E hoje já é diferente. Hoje tem muitos times que estão entendendo o jogo. Você vê aí que tem equipes aí como, vou dar o exemplo do Catar, todo mundo esperava que o Brasil fosse atropelar e foi um jogo dessa forma. Estamos gravando dia 10 de janeiro aqui, até essa gravação, a Indonésia está invicta. Eu ia falar isso agora também. Eles ganharam os dois jogos no grupo deles, a Indonésia. Então, para você ver, não tem Kings League na Indonésia. Não tem. Então, para você ver a evolução da Kings League, eu acho que esse é um fator primordial para a diferença de 2025 para 2026."

Lipão é o atual melhor jogador do mundo da Kings League –
Foto: Divulgação/Kings League / Jogada10

Jogar uma Copa do Mundo como melhor jogador do mundo

Mesmo com o status de melhor do mundo, Lipão fez uma autocrítica sobre seu desempenho até aqui no Mundial. O craque sabe que ainda não rendeu o que pode e tenta resgatar aquele grande momento que viveu em 2025

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"Cara, é uma pressão a mais, sendo sincero pra você. É uma pressão porque não foi algo que todo mundo concordou, né? Então você vê muita gente falando um monte de coisa e tal, e aí você fica ali meio que tentando provar, mas tentando jogar como um jogador melhor do mundo. E eu sei que eu não fui ainda esse jogador de 2025. Tudo o que eu fiz lá naquele ano pela Fúria, no Mundial de Seleção, no Mundial de Clubes, na Kings League Brasil."

"Então eu sei que eu posso mais, eu sei que eu estou devendo. E graças a Deus eu tenho essa autocrítica porque eu não estou acomodado. Eu espero, daqui do jogo contra o Peru pra frente, estar sendo melhor. Mas não como só eu, assim como todo grupo. Cara, também se não for pro meu individual tá aparecendo e eu estar sendo um jogador mais de grupo, eu vou ser porque eu acho que o pensamento principal vai ser o título. E não o destaque individual, assim como a gente conversou ontem na nossa reunião. A gente não tá aqui pra destacar ninguém individual do time. A gente tá aqui pra ser um grupo muito forte e conquistar esse campeonato no Brasil".

Como foi o vestiário após o jogo contra a Espanha

Favorito, o Brasil começou a Copa com um duro golpe ao perder para sua grande rival, Espanha, na estreia do torneio. Assim, o craque contou como foi o vestiário daquela partida e acredita que a Seleção errou muito durante todo o embate.

"Cara, eu acho que o placar, aquele 7×3, ficou muito distante. Se fosse por uma derrota, fosse por um 6×5, o pessoal ia ficar mais de boa. Foi aquele gol duplo lá de pênalti, depois a gente joga um três no dado, nosso dado não foi bom. Mas o que a gente tirou dessa primeira rodada foi a questão mais ou menos da ansiedade, dos erros individuais. Eu acho que a ansiedade foi fazendo a gente errar individualmente, coisas que a gente não erra. Pô, coisa que eu não erro, que o Kelvin, o Leleti não erra, o Jeffinho não erra. E, como eu te falei, a gente tem muito a autocrítica de ver e saber que a gente não estava num momento bom"

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"E a gente tentou não levar essa ansiedade, não levar essa pressão pro segundo jogo. A gente, eu acho que ainda levou um pouquinho, mas, cara, não tem mais tempo pra isso, não tem mais tempo pra isso. A gente tem que deixar essa pressão de lado. Nesse jogo contra a Espanha, vai ter sido um clássico, tipo, estava sendo dito antes do jogo ser o maior jogo da Kings League. Então, a gente tá em casa, com o apoio da nossa torcida, a gente tem que ganhar desses caras e tal. Eu acho que essa pressão foi um dos fatores principais pra gente errar individualmente ali. Os caras são muito bons, o equilíbrio de jogo deles é muito bom. Então, eles estavam jogando, entre aspas, sem pressão nenhuma. Eles foram aproveitando as oportunidades melhor que a gente, foram errando menos e conseguiram vencer a partida."

Como foi o vestiário após o jogo contra o Catar

"Foi um alívio. O vestiário estava aliviado, porque estava 6×2 o jogo, depois foi para o Matchball com 6×4. Então, muitas vezes a gente viu que poderia ter dado ruim no jogo, mas graças a Deus a gente conseguiu vencer. O vestiário foi alívio. Todo mundo com consciência de que poderia ter sido melhor, mas também com aquela certeza. Eu dei entrevista para o pessoal lá depois, e até ontem eu falei e o Clebão, sem saber que eu tinha falado, comentou isso ontem aqui na nossa reunião. Se fosse 10×0 as coisas poderiam ser diferentes do que foram."

"A gente poderia estar com um sentimento diferente agora, de que a gente voltou, a gente é o melhor e tal. Mas não, a Copa do Mundo é difícil. A gente vai enfrentar agora tudo pelo Brasil. É um jogo difícil. Então, a gente tem que entrar com a mentalidade de que a gente tem que fazer muito mais do que a gente fez nesses dois jogos para conseguir uma vitória de gol."

Lipão marcou o gol da vitória do Brasil contra o Catar –
Foto: Rebeca Schumacher / Quality Sport Images / Jogada10

Como o Lipão se vê no dia 17 de janeiro

"Com o troféu na mão. Chorando muito com o troféu na mão, do lado da minha família. Se Deus quiser a gente conseguir chegar nessa final aí, assim como foi na Liga do Brasil, onde a gente conseguiu trazer nossas famílias para o Allianz Parque, para ver o Allianz Parque lotado. Ainda mais agora representando a Seleção Brasileira, então aquilo ali vai estar um espetáculo para a torcida. Eu vejo o Lipão com o troféu na mão, e feliz da vida, chorando de alegria, com o meu filho no colo e o povo brasileiro todo feliz também."

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Revanche contra a Espanha?

"Eu quero, e não só sou eu que quero. Acho que todo mundo, né? Todo mundo quer porque a gente quer passar uma nova impressão para o povo brasileiro de que a gente é capaz de vencer eles."

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