Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Alisson voltou a ser alvo de debates entre torcedores e analistas. Apesar da trajetória consolidada com a camisa amarelinha, o goleiro do Liverpool ainda convive com questionamentos sobre seu desempenho em grandes competições. Nesta sexta-feira (05/6), porém, recebeu o apoio de uma das principais referências da posição no país.
Em entrevista para à ESPN, o ex-goleiro Julio Cesar defendeu o titular da Seleção e ressaltou a importância da confiança que Carlo Ancelotti deposita no camisa 1. Para o ex-jogador, a escolha do treinador italiano passa muito mais pela segurança transmitida pelo atleta do que pelo momento pontual de cada convocação.
"No Brasil, há muita concorrência (entre goleiros). Sempre que chega uma Copa do Mundo, existem seis ou sete goleiros com totais condições de ocupar a vaga de titular. Então, quero parabenizar o Alisson por essa marca (de disputar sua terceira Copa do Mundo)", afirmou Julio Cesar.
Júlio César passou pela mesma experiência
O ex-goleiro, que defendeu o Brasil nas Copas de 2010 e 2014, relembrou a própria experiência na Seleção para explicar a importância da relação entre treinador e goleiro em torneios de curta duração.
"Goleiro é uma posição que exige muita confiança. Eu vivi isso em 2014. Não vinha jogando muito, mas o Felipão conhecia o meu trabalho. Copa do Mundo é um torneio especial, e o cargo de confiança é muito importante", explicou.
Na sequência, Julio Cesar colocou Alisson na mesma prateleira de outros goleiros que marcaram época na Seleção e conquistaram a confiança de seus treinadores.
"O Alisson está nesse patamar. O (Carlos Alberto) Parreira tinha o Dida, o Felipão tinha o Marcos… Se o Alisson está lá, mesmo sem viver seu melhor momento, é porque se trata de um goleiro que transmite confiança", completou.
Como chega Alisson no Brasil para a Copa do Mundo
Alisson chega ao Mundial após um período afastado por lesão, mas retomou a condição de titular absoluto assim que voltou a ficar à disposição. Com isso, disputará sua terceira Copa do Mundo consecutiva, repetindo uma marca alcançada por poucos goleiros na história da Seleção Brasileira.
Além dele, Carlo Ancelotti convocou Ederson e Weverton para compor o grupo de goleiros. Embora o treinador ainda não tenha definido publicamente a hierarquia entre os reservas, não há dúvidas sobre quem iniciará a competição como dono da posição.
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