Em uma coletiva de imprensa concedida neste domingo (29), em Orlando, o defensor Ibañez deixou evidente que já conhece bem o espírito da Seleção Brasileira. O zagueiro ressaltou algumas características que ele considera serem importantes para a Amarelinha e afirmou que espera vê-las em campo no próximo amistoso, contra a Seleção Croata, na terça-feira (31).
"A gente tem que entrar em campo com essa alegria, com essa ousadia, com essa intensidade", afirmou.
Quando perguntado sobre a pressão de defender a Seleção Brasileira, Ibañez que atualmente joga na Arábia Saudita, defendendo o Al Ahli, admitiu a importância da responsabilidade, mas também detalhou outra visão do desafio.
"A pressão de vestir uma camisa da Seleção Brasileira, sim, é grande, mas muito maior é a felicidade de poder vestir ela."
Ibañez é cotado para iniciar a partida contra a Croácia, podendo atuar até mesmo como lateral direito. Ao decorrer da entrevista, o atleta contou detalhes de uma conversa com o treinador Carlo Ancelotti
"Cheguei aqui e o professor me perguntou se eu podia fazer a lateral direita. Perguntou também se eu já tinha feito alguma outra vez. Eu falei para ele que sim, atuei como lateral em alguns jogos na Roma. Fiz alguns jogos assim no Al Ahli. E na convocação que eu tive com o Tite no passado, ele também me testou na lateral direita. Então eu tenho alguma experiência ali", contou.
Se for escolhido para a posição, Ibañez já tem planejado como irá atuar. Ele afirmou que pretende adotar uma postura mais cautelosa dentro de campo.
"O que eu posso te dizer sobre isso é que vou ser aquele lateral mais conservador. Eu não vou ser aquele lateral que vai chegar lá na frente, vai cruzar, vai dar assistência a todo jogo. Eu vou fornecer a defensiva para o ponta ter a liberdade de atacar e fazer aquilo que ele quiser dentro do jogo. Lógico, pode acontecer que uma vez ou outra eu chegue lá na frente, mas não esperem muito isso de mim."