Um dos líderes do elenco do Brasil e com já idade avançada, Danilo praticamente colocou um ponto final em sua passagem pela Seleção. Após a derrota para a Noruega por 2 a 1, no último domingo (5), no MetLife, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o lateral-direito do Flamengo projetou o futuro fora do ciclo até 2030, no próximo Mundial.
"É natural pela idade, pela demanda do futebol. Eu, com 35 anos, que vou completar na próxima semana. Agora, vou estar sempre na primeira fila como mais um torcedor. Só gratidão, tentar colher coisas boas. Para mim, acreditar naquilo que poderia fazer me deu essas oportunidades. Que as pessoas possam ser resilientes em suas vidas", pregou Danilo.
O veterano, que também atua como zagueiro, acredita que o Brasil poderia ter um destino diferente de uma eliminação para os nórdicos, nos Estados Unidos. O time verde-amarelo, assim, ampliará o jejum sem títulos mundiais para 28 anos.
"Nós poderíamos ter vencido e não aconteceu. Tudo que for falado pode ser tido como desculpa. É difícil encontrar palavras. Foi um jogo em que eles foram mais eficientes e venceram", colocou o jogador rubro-negro.
Mister abatido, revela Danilo
Por fim, Danilo contou como estava o técnico Carlo Ancelotti no vestiário do MetLife.
"Tristeza, como todos. O mister estava muito abatido, é um de nós. É italiano, mas tem o coração totalmente brasileiro. É difícil, assim como todos nós", encerrou.
Nome antecipado por Carlo Ancelotti para a lista de 26 convocados para a Copa do Mundo, Danilo herdou a vaga de Wesley, cortado por lesão. O defensor do Flamengo, porém, começou o Mundial no banco antes de entrar no lugar de Ibañez, logo no primeiro jogo, no empate com o Marrocos por 1 a 1, também em Nova Jersey.
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