A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 não abalou a confiança da CBF no trabalho de Carlo Ancelotti. Após a derrota em Nova Jersey, o coordenador executivo geral das seleções masculinas, Rodrigo Caetano, defendeu a continuidade do projeto e afirmou que a entidade precisa oferecer um ciclo mais estável visando o Mundial de 2030.
Em entrevista na saída do estádio ao ge, o dirigente reconheceu a frustração pelo resultado, mas fez questão de valorizar o comprometimento do elenco durante o período de preparação para a Copa. Segundo ele, os 38 dias de convivência mostraram um grupo dedicado, apesar das dificuldades enfrentadas antes do torneio.
Rodrigo Caetano fala após a eliminação da Seleção Brasileira. O executivo geral de Seleções lamentou a eliminação, mas garantiu que o próximo ciclo já iniciou com a permanência de Carlo Ancelotti como treinador.#CopaNaGlobo #ge2026 #futebol #seleçãobrasileira #rodrigocaetano pic.twitter.com/NCoJKKSwUp
— ge (@geglobo) July 6, 2026
"Todo mundo está triste e frustrado. Mas não podemos invalidar os 38 dias que ficamos juntos, onde os atletas mostraram nível de comprometimento e profissionalismo do primeiro ao último dia. Ficamos em uma fase que tínhamos tudo para avançar, mesmo com o ciclo não tendo sido o ideal", afirmou.
Rodrigo Caetano também criticou, de forma indireta, o processo de preparação da Seleção para o Mundial, classificando o ciclo como distante do cenário ideal. Para o dirigente, a principal missão da CBF agora é garantir mais tranquilidade e continuidade ao trabalho da comissão técnica.
"Cabe a nós ressaltarmos a necessidade de ter um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, um trabalho com continuidade e que tenhamos um mínimo de tranquilidade para seguir em frente e projetar a próxima Copa", declarou.
Outro ponto reforçado pelo coordenador foi a confiança em Carlo Ancelotti. Rodrigo lembrou que a renovação contratual do treinador aconteceu antes mesmo da disputa da Copa do Mundo e afirmou que uma mudança neste momento significaria reiniciar mais um projeto do zero.
"A CBF confiou no treinador antes mesmo do resultado, por que não vai confiar agora? Que bom, porque se fosse diferente a gente estaria no eterno recomeço. Veja seleções muito fortes com 16 anos com o mesmo treinador, sendo que não tiveram sucesso nos primeiros anos. Não estou pedindo para a gente ter essa tolerância, mas é bom ter contrato renovado antes mesmo da Copa. Isso sinaliza confiança e convicção no ciclo que vai começar", concluiu.
Com a eliminação nas oitavas de final, a Seleção Brasileira encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 e já inicia o planejamento para o ciclo que culminará no Mundial de 2030. A tendência é que Carlo Ancelotti permaneça no comando da equipe, agora com um período mais longo para implementar seu trabalho e promover a renovação do elenco.