Textor guarda bandeira branca e reabre fogo contra o social

Empresário norte-americano abandona tom conciliador ao rebater nota da SAF Botafogo. Trégua durou somente algumas poucas horas

10 set 2026 - 00h23
(atualizado às 00h23)
Resumo
Após um breve aceno de paz, John Textor retomou os ataques contra o clube social do Botafogo e seu presidente, João Paulo Magalhães. O atrito reacendeu após o associativo acusar o empresário de gerar instabilidade na transição da SAF para a GDA Luma, em meio a disputas na Justiça britânica. Textor rebateu afirmando que a gestão atual prejudica o clube ao travar investimentos. O associativo, hoje com 51% das ações após afastar Textor do poder, busca vender 90% do futebol para a GDA.
John Textor em seus tempos de mandachuva do Botafogo –
John Textor em seus tempos de mandachuva do Botafogo –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

O diálogo proposto por John Textor ao associativo do Botafogo durou apenas algumas horas. Afinal, ainda nesta quarta-feira (10), logo após adotar um tom mais conciliador, o Godfather reabriu fogo contra o social alvinegro nesta renhida batalha de narrativas.

O empresário norte-americano, na verdade, não gostou da forma pela qual o Botafogo se pronunciou após a Suprema Corte do Reino Unido impedir a Eagle Bidco, empresa do magnata, de vender as ações da SAF. O futebol do Glorioso havia mencionado, em nota, que Textor estaria tentando causar instabilidade no processo da transição para a GDA e afirmado que as questões societárias são de competência da Justiça brasileira.

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JP é o alvo de Textor

Textor guardou, portanto, a sua bandeira branca e logo rebateu o documento da SAF Botafogo. Ele concentrou, então, parte da artilharia no presidente do associativo, João Paulo Magalhães.

John Textor em seus tempos de mandachuva do Botafogo –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

"O clube social agora fala sobre instabilidade? Isso seria engraçado, se não fosse tão prejudicial para o clube. Por dez meses, Magalhães empurrou, assim, o clube contra a parede. Ele se recusou a assinar documentos para trazer dinheiro saudável, dizendo que não podia agir contra as claras autoridades estabelecidas no Reino Unido. Agora que a corte do Reino Unido apoia Textor, o clube social diz que tudo se resume aos juízes amigáveis do Rio? O capital e os sócios que trago são a verdadeira definição de estabilidade", escreveu Textor.

Ao acionar o bônus de subscrição por fraude alegada no aporte de John Textor, o clube social do Botafogo, hoje sócio majoritário, passou a ficar com 51% das ações contra 49% da Eagle Bidco.

O Godfather, aliás, esteve à frente da gestão da SAF do Botafogo de março de 2022 a abril de 2026, quando um tribunal arbitral o apeou do poder. O futebol do Botafogo, por sua vez, aguarda os trâmites legais para ficar nas mãos da GDA Luma, que comprará 90% das ações. A empresa é especialista na recuperação de "ativos podres".

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