SAF do Botafogo é colocada à venda em anúncio de jornal em meio à crise financeira

Holding ligada ao grupo de John Textor oferece participação em clubes como Botafogo, Lyon e RWDM em publicação no Financial Times

14 abr 2026 - 12h33
(atualizado às 14h31)

A SAF do Botafogo foi colocada à venda em meio à crise financeira que atinge o clube. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim e confirmada pelo Estadão. O movimento ocorreu por meio de um anúncio no tradicional jornal inglês Financial Times.

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A publicação foi feita pela Cork Gully, consultoria britânica que atua como administradora judicial da Eagle Football Holdings, grupo ligado ao empresário John Textor. No comunicado, a empresa informa que colocou à venda seus principais ativos, incluindo participações majoritárias em três clubes: o Botafogo, o Lyon, da França, e o RWDM Brussels, da Bélgica.

O anúncio segue o modelo de classificados e convida interessados a enviarem propostas diretamente aos administradores responsáveis. Na prática, isso indica que o grupo está aberto a negociar o controle dessas equipes, abrindo caminho para a entrada de novos investidores.

SAF do Botafogo é colocada à venda em jornal inglês.
SAF do Botafogo é colocada à venda em jornal inglês.
Foto: Reprodução/Financial Times / Estadão

Em entrevista à ESPN, John Textor se pronunciou sobre o anúncio feito pela Cork Gully no Financial Times:

Entenda o que está à venda

A Eagle Football Holdings funciona como uma holding — ou seja, uma empresa que controla participações em outros negócios. Com a entrada em processo de administração (semelhante a uma recuperação financeira), seus ativos passaram a ser oferecidos ao mercado.

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Entre eles, está a SAF do Botafogo, que faz parte da estrutura do grupo comandado por Textor. Caso a venda seja concretizada, o clube carioca pode passar por uma mudança de controle, dependendo do interesse de investidores.

A movimentação acontece em um momento delicado para o Botafogo. O clube enfrenta uma dívida que gira em torno de R$ 2,7 bilhões, além de um passivo circulante elevado e preocupações sobre a continuidade operacional.

Nos bastidores, há também insatisfação com a gestão de John Textor e discussões sobre o futuro da SAF. O clube social já avalia alternativas e mantém conversas com possíveis parceiros, enquanto tenta equilibrar as finanças e evitar sanções, como penhora de bens por atrasos em compromissos.

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