SAF do Botafogo é colocada à venda em anúncio de jornal

Cork Gully, nova administradora da Eagle Bidco, divulgou a oferta do Alvinegro no britânico Financial Times

14 abr 2026 - 12h06
(atualizado às 12h33)
SAF do Botafogo está à venda –
SAF do Botafogo está à venda –
Foto: Reprodução / Jogada10

A SAF do Botafogo está à venda. Nova administradora da Eagle Bidco, a Corky Gully anunciou a venda do Alvinegro nesta terça-feira (14), no jornal britânico Financial Times. No anúncio, aliás, o Glorioso foi tratado como "um dos clubes de futebol mais históricos do Brasil". O Lyon, da França, e o RWMD Brussels também foram colocados à venda.

A Cork Gully é uma empresa britânica de reestruturação financeira. A Ares, credora da holding que controla o Botafogo, agiu por meio de um mecanismo da lei inglesa. Dessa forma, nomeou administradores independentes. Recentemente, John Textor deixou sua posição na diretoria do grupo. Assim, o empresário americano não tem mais poderes na holding.

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SAF do Botafogo está à venda –
Foto: Reprodução / Jogada10

No dia 24 de fevereiro, a Eagle oficializou que John Textor deixou sua posição na diretoria do grupo. De acordo com a Ares, ele demonstrou "má gestão consistente" e "falta de conformidade regulatória". Dessa forma, a credora da holding buscou estabilizar a gestão e corrigir falhas de conformidade que geraram incertezas e problemas como o transfer ban da Fifa.

Em meio a isso, John Textor segue no comando da SAF do Botafogo por causa de uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro. O empresário americano tenta realizar um aporte financeiro para amenizar os problemas financeiros, mas esbarra numa briga jurídica com o associativo, que não aprovou a quantia prometida no valor de 25 milhões de dólares (R$ 125 milhões na cotação atual).

Textor se manifesta sobre venda da SAF do Botafogo

Sócio majoritário da SAF do Botafogo, John Textor não se assustou com o anúncio da venda no jornal britânico Financial Times. Em nota enviada à "ESPN", o empresário americano vê a situação com naturalidade, afinal, já conhecia o protocolo da Inglaterra. Dessa forma, ele aguarda os próximos passos da novela e demonstrou tranquilidade.

"Isso é uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Portanto, eles precisam solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente. Acho que isso é novidade para as pessoas no Brasil, mas esse é o protocolo na Inglaterra", disse Textor.

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