Pistola! Assim estava o centroavante Cabral após a derrota do Botafogo para o Bahia por 2 a 1, de virada, neste sábado (30), na Arena Fonte Nova, pela rodada 18 do Campeonato Brasileiro. Afinal, o jogador desabafou e colocou a boca no trombone. Sobrou, assim, para o gramado da casa tricolor.
"Aí, a gente vem jogar nesse pasto aqui. É complicado. O Bahia tem estádio próprio e não consegue dar um campo bom para uma Série A de Brasileiro. Isso é uma vergonha", começou.
Técnico do Corinthians e declaradamente contra gramados artificiais, como o do Estádio Nilton Santos, Fernando Diniz também recebeu uma menção do centroavante alvinegro.
"O senhor Fernando Diniz foi lá no nosso campo e falou que 'é impossível jogar nesse campo'. Como é que você cobra um gramado sintético sendo que você dá essas condições de jogo para um adversário? Não tem como você cobrar um sintético de um clube sendo que a gente sai para jogar fora e pega esse campo, pega o campo lá do São Paulo que estava igual. É complicado", reforçou.
Cabral: "Fomos prejudicados"
Outro alvo de Cabral foi a arbitragem do senhor Davi De Oliveira Lacerda (ES), que expulsou Neto e anulou o cartão vermelho para Ademir, atacante do Bahia.
"Fomos prejudicados. Quando eu jogava na Europa, prometi para mim mesmo que, quando eu jogasse no Brasil, não falaria de arbitragem, porque é muito cansativo. Quero falar da falta de critério, porque a gente veio de um jogo lá em São Paulo que teve 19 minutos de bola rolando no segundo tempo. E não tem cartão amarelo por cera, não tem escanteio, não tem nada. Aí, chega um outro árbitro, ele dá um escanteio, começa a dar amarelo por cera, vai e expulsa o Neto", esbravejou.
Com 22 pontos, o Botafogo fica na 11ª colocação antes da parada de mais de um mês para a Copa do Mundo.
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